Resumo Diário

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Embora tenha ensaiado uma recuperação no começo da tarde, o Ibovespa voltou ao campo negativo e fechou esta sexta-feira (25) com queda de 0,70%, aos 54.894 pontos. O índice chega à sua quarta semana consecutiva no negativo – após perdas de 3,24% entre 21 e 25 de novembro. O giro financeiro diário foi fraco, em reflexo do pregão mais curto nos Estados Unidos, ficando em R$ 4,0 bilhões.

O cenário europeu voltou a pressionar, sobretudo após os cortes nas notas soberanas da Hungria, que perdeu o grau de investimento na avaliação da Moody’s. Por sua vez, a nota belga foi cortada pela Standard & Poor’s, passando de AA+ para AA, com perspectiva negativa.

Pesou negativamente também um relatório divulgado pelo Financial Times, indicando que a Europa pode não conseguir aumentar os recursos do EFSF, dos atuais € 440 bilhões para € 1 trilhão, como planejado, em função da deterioração nas condições de mercado ao longo do mês passado.

Destaques de ações
Entre as maiores quedas da sessão, destaque para os dois papéis da Petrobras. Os ordinários caíram 3,05% e os preferenciais recuaram 2,65%, a R$ 21,01 e R$ 22,81, respectivamente. Já na ponta positiva, a Marfrig, despontou como a maior alta da sessão, ao subir 4,88%, e teve o melhor desempenho da semana, acumulando ganhos de 12,23% no período.

Agenda
No front doméstico, o destaque ficou por conta da divulgação do PIB mensal, pela Serasa Experian, que apontou recuo econômico de 0,1% na passagem entre agosto e setembro. Além disso, o Banco Central divulgou a nota de política fiscal, registrando superávit primário de R$ 14 bilhões em outubro.

Dólar
Após ter mostrado alta durante a manhã, o dólar comercial inverteu o sinal ao longo da tarde e fechou em queda de 0,30% nesta sexta-feira, cotado a R$ 1,8864 na venda. Assim, a moeda termina a semana com ganhos de 5,80%, sua maior alta semanal desde o período findo em 23 de setembro, quando os ganhos foram de 6,15%. Esta foi a quarta semana de alta da moeda norte-americana.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência definida nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, registrou taxa de 10,92%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,05%, a 130,37% do valor de face.

Já o indicador de risco-País registrou queda de 5 pontos-base nessa sessão, alcançando os 241 pontos.