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Em forte alta durante toda a sessão, o Ibovespa terminou esa quarta-feira (30) avanço de 2,85% – maior valorização desde 27 de outubro -, fechando aos 56.874 pontos, o que amenizou as perdas do mês para 2,51%. O movimento, contudo, poderia ter sido mais forte, caso o índice de ações tivesse terminado o pregão na sua máxima do intraday (57.591 pontos), o que lhe garantia uma variação positiva de 4,14% em relação ao fechamento anterior. O giro financeiro da sessão foi de R$ 9,77 bilhões, praticamente o dobro da média diária.
Os investidores mostraram uma postura mais otimista por conta do noticiário externo. A notícia de que o BCE, o Federal Reserve, o BoE e os Bancos Centrais de Canadá, Japão e Suíça entraram em acordo para realizar ações coordenadaspara aumentar a liquidez no sistemas financeiro global, foi primordial para isso.
Além disso, o mercado viu com bons olhos, as duas possíveis opções para aumentar o tamanho do EFSF, divulgadas após um encontro entre os ministros de finanças da região na véspera.
Na Ásia, a decisão do banco central da China em reduzir em 0,5 ponto percentual a alíquota do compulsório bancário, também animou. Com a sinalização de um afrouxo monetário, o gigante asíatico pode estar tentando evitar uma desaceleração agressiva de sua economia, uma das principais preocupações do mercado a seu respeito.
No aguardo do Copom
Também na política monetária, pressionou a expectativa dos investidores a respeito da reunião do Copom, para decidir o novo patamar da taxa básica de juro no País. Atualmente, a Selic encontra-se em 11,50% ao ano e o consenso do mercado aponta para um novo corte de 50 pontos-base.
Destaque de ações
Na ponta ganhadora, destaque para as ações da GOL, que avançaram 7,06% aos R$ 13,50 na sessão. Elas foram seguidas pelo Itausa, que avançou 6,89% aos R$ 10,55. Apenas quatro ações apresentaram queda na sessão. A Marfrig, que vinha de uma sequência de fortes altas, despencou 8,77% aos R$ 9,29 – após chegar a subir 4,77% no intraday.
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Agenda
Além do Copom, o front doméstico também contou com o fluxo cambial, que apontou superávit de US$ 686 mi até 4ª semana de novembro. Ainda por aqui, a FGV divulgou a sondagem industrial de novembro, que se manteve estável.
Nos EUA, destaque para o Livro Bege, que mostrou uma melhora gradual na economia-norte americana, embora o mercado de trabalho continue a apresentar dificuldades. A divulgação do relatório reduziu um pouco o ímpeto de alta da bolsa nacional.
Também por lá foi divulgado o ADP Employment, mostrando que a abertura de novas vagas no setor privado superou as expectativas. O Chicado PMI e o Pending Home Sales também trouxeram números melhores que o esperado pelos analistas. Por sua , o Productivity & Costs mostrou uma retração maior do que esperada na produção do terceiro trimestre do ano.
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Dólar
Em forte queda durante toda a sessão, o dólar comercial fechou esta quarta-feira com sua maior desvalorização diária desde 27 de outubro, recuando 2,0%, cotado na venda a R$ 1,8128. O forte declínio foi influenciado pela melhora no humor externo, diminuindo a procura por investimentos mais conservadores, como é o caso do dólar. Mesmo assim, a moeda norte-americana termina o mês com alta de 6,44%.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 10,84%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,31%, a 130,81% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País registrou queda de 11 pontos-base nessa sessão, alcançando os 224 pontos.