Resumo diário

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O Ibovespa operou no azul durante toda manhã desta sexta-feira (7), chegando a subir 1,15% em sua máxima no intraday. Entretanto, o índice foi passou para o campo negativo durante a tarde e fechou em queda de 2%, aos 51.243 pontos. Com isso, o índice fechou com queda de 2,07%, completando três semanas seguidas no vermelho. O giro financeiro desta sessão foi de R$ 5,515 bilhões.

O mau humor prevaleceu no mercado após o rebaixamento dos ratings soberanos da Itália e da Espanha pela Fitch, com perspectivas negativas. A nota italiana sofreu corte em um nível, passando de “AA-” para “A+”, enquanto que a nota espanhola caiu dois níveis, indo de “AA+” para “AA-“. Ainda pela manhã, a Moody’s anunciou cortes nas notas de crédito de 12 bancos britânicos e seis bancos portugueses pela agência também com perspectiva negativa.

Ainda no front europeu, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, confirmou que a recapitalização dos bancos da região pode ser um dos assuntos abordados durante a reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, no próximo domingo (9).

No front doméstico, o Ministério da Fazenda disse nesta sessão que não pretende anular o aumento do IOF no mercado de derivativos, embora já tenha atrasado seu início de atuação duas vezes, uma para outubro e outra para dezembro. Já a presidente Dilma Rousseff, em viagem oficial à Turquia, afirmou que os governos brasileiro e turco devem se unir na cúpula do G-20, em prol de reformas econômicas e de instituições financeiras no mundo.

Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações da MMX, que seguraram a lanterna do Ibovespa ao registrarem queda de 5,84%, cotadas a R$ 6,61.

Na ponta positiva, o destaque ficou por conta dos papéis ordinários da Usiminas, que lideraram os ganhos do índice neste pregão.

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Agenda
No Brasil, o IBGE divulgou que o IPCA do mês de setembro, que apresentou resultado de 0,53%, aceleração de 0,16% em relação ao mês anterior, quando marcou taxa de 0,37%. Além disso, o dia contou com o INPC, o qual apresentou variação de 0,45% no mês passado, 0,03 ponto percentual acima do apontado em agosto.

Nos EUA, o Relatório de Emprego norte-americano revelou a abertura de 103 mil postos de trabalho nos EUA em setembro, surpreendendo o mercado, que esperava pela criação de 60 mil vagas no período. Já o Consumer Credit revelou recuo ajustado sazonalmente de US$ 9,5 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre julho e agosto. O resultado veio pior do que indicavam as projeções, que esperavam avanço de US$ 7 bilhões.

Dólar
O dólar comercial registrou queda de 0,81% nessa sexta-feira, sua quarta seguida, terminando a sessão cotado a R$ 1,771 na venda. Com isso, a moeda norte-americana fechou a semana com desvalorização de 5,87%, seu maior recuo semanal desde outubro de 2008. Embora a semana não tenha sido positiva para os investimentos de maior risco, o dólar, tido como um investimento mais seguro, manteve o movimento de ajuste, acompanhando o discursos das autoridades brasileiras.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos de juros fecharam em alta nesta sexta-feira O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,43%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,16% em relação ao fechamento anterior, a 131,68% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 5 pontos-base, aos 254 pontos.