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SÃO PAULO – Após um começo de dia instável, o Ibovespa consolidou um movimento de alta durante a tarde, acentuando seus ganhos até os instantes finais do pregão. Com isso, o índice chegou ao seu terceiro pregão consecutiva de alta nesta quinta-feira (13), chegando aos 54.601 pontos – variação positiva de 1,42%. Foi a primeira vez que o benchmark subiu três vezes seguidas desde as sessões de 14, 15 e 16 de setembro, em dia de forte giro financeiro, que alcançou R$ 7,83 bilhões.
Mais uma vez, aa Europa ficou em foco. Os investidores contaram com a notícia de que o Parlamento da Eslováquia aprovou a ampliação do EFSF, elevando as perspectivas positivas em relação a solução da crise que atinge o continente. O índice também precificou parte do noticiário da véspera, quando não houve negociações no Brasil, mas as bolsas externas registraram fortes altas.
Europa ainda exige cautela
Contudo, o viés negativo continua a predominar, e nesta quinta-feira, o BCE alertou que o envolvimento alertou que o envolvimento forçado do setor privado em planos de resgate de países do euro seria um risco para a estabilidade financeira, com efeitos negativos para o setor bancário. Além disso, o presidente da autoridade monetária europeia afirmou que cabe aos governantes resolverem a crise.
A crise apertou o desempenho da economia alemã que deve desacelerar para 0,8% no próximo ano de 2,9% em 2011, de acordo com um relatório bianual do grupo Ifo. Os bancos do país estão se preparando para assumirem perdas de até 60% sobre suas exposições aos títulos da dívida grega, segundos fontes citadas pela Bloomberg.
Ainda sobre os bancos do continente, a Fitch Ratings anunciou o corte na nota de longo prazo das instituições britânicas Lloyds Banking Group e Royal Bank of Scotland, passando de AA- para A.
Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para os ativos da Gafisa, que lideraram o Ibovespa com avanço de 8,96% para R$ 5,84, seguidas pela Vanguarda Agro, que subiram 6,90%, aos R$ 0,62. Já na ponta negativa, destaque para as ações da B2W, que registraram queda de 2,73%, aos R$ 13,89.
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Agenda
Na agenda doméstica dessa sessão, os investidores estiveram atentos para a divulgação do IBC-Br, registrando 146,39 pontos em agosto, 1,23% a mais do que no mês anterior, na comparação sem ajuste sazonal. Já o fluxo cambial de outubro, registrou saldo positivo de US$ 3,458 bilhões.
No front externo, destaque para os dados norte-americanos, que vieram vieram positivos. Enquanto o número de pedidos de auxílio-desemprego da última semana ficou levemente melhor do que as expectativas, o déficit na balança comercial norte-americana permaneceu estável em agosto. Ainda por lá, os estoques de petróleo avançaram em 0,4% no período de 3 a 7 de outubro.
Já na China o superávit comercial voltou a apresentar queda mensal em setembro. O saldo ficou positivo em US$ 14,5 bilhões, contra US$ 17,8 bilhões em agosto, e US$ 31,5 bilhões no mesmo mês do ano passado.
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Dólar
Já o dólar registrou desvalorização de 0,51% na sessão, alcançando o patamar de R$ 1,7505. Foi o sétimo recuo consecutivo da moeda norte-maericana, sua maior sequência de quedas desde 2010, quando a divisa caiu por 10 sessões consecutivas entre os dias 31 de agosto e 14 de setembro. Nesses sete dias, a desvalorização acumulada do dólar chega a 7,48%.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,46%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 131,94% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País fechou em alta de 4 pontos-base, aos 228 pontos.