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Depois de oscilar entre perdas e ganhos pela manhã, o Ibovespa ganhou forças no início da tarde dessa sexta-feira (14), tendência que manteve até o final do dia. Com isso, o índice fechou com alta de 0,79%, chegando aos 55.030 pontos. Foi o quarto pregão consecutivo de alta do benchmark – maior sequência de ganhos desde o final de agosto, quando subiu por cinco sessões -, fazendo com que ele fechasse a semana com variação positiva de 7,39%, seu maior avanço semanal desde maio de 2009, quando o Ibovespa subiu 8,68% entre os dias 4 e 8. O giro financeiro foi de R$ 5,87 bilhões.
O pregão foi marcado pelas pressões referentes à Zona do Euro, que vê suas principais economias afirmarem estar trabalhando em um plano conjunto para proteger a moeda comum na Europa, animando os mercados. A chanceler alemã Angela Merkel pediu cooperação dos países para a aprovação de um imposto sobre as transações financeiras na União Europeia, como forma de aliviar a situação no continente.
A crise deverá ser a principal pauta da reunião do G-20 que teve início esta sexta-feira em Paris e deverá durar até sabado. A situação do continente preocupa os investidores, levando a Standard & Poor’s a cortar o rating da Espanha, levando o país a afirmar que deverá cumprir sua meta de redução de déficit. A agência também cortou o rating de um dos principais bancos franceses, o BNP Paribas.
Agenda
O destaque da agenda diária ficou com os dados norte-americanos. Por lá, o Treasury Budget, que mede o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 64,6 bilhões em setembro, resultado levemente melhor que o esperado. Por outro lado, a confiança do consumidor norte-americano, medida pela Universidade de Michingan, apontou 57,5 pontos em outubro, ficando aquém das expectativas.
Também por lá, o mercado viu a divulgação dos estoques das empresas dos EUA, que registraram expansão de 0,5% no mês de agosto, levemente acima das projeções do mercado. Já as vendas ao mercado varejista norte-americano superaram as estimativas durante o mês de setembro, com alta de 1,1%.
Dólar
O dólar registrou mais um dia de fechamento negativo – o oitavo consecutivo, sua maior sequência desde setembro de 2010, quando caiu por 10 sessões seguidas -, fechando a semana cotado na venda a R$ 1,730. Na sexta-feira, a desvalorização de 1,17% fez com que o declínio semanal ficasse em 2,32%. No acumulado desses oito dias, a moeda já se depreciou 8,56% frente ao real.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,55%, 0,11 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior, a 132,02% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em queda de 7 pontos-base, aos 220 pontos.