Resumo Diário

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Revertendo a queda apresentada durante a manhã, o Ibovespa intensificou seus ganhos até o final do pregão, fechando esta terça-feira (18), com forte alta de 2,08%, aos 55.031 pontos, maior pontuação desde 21 de setembro. O giro financeiro nesta sessão foi de R$ 6,12 bilhões.

Por aqui, o destaque ficou com o primeiro dos dois dias de reunião do Copom, quando será definida a nova taxa juros da economia brasileira. A expectativa é de uma nova redução na Selic, fato que pode dar um novo gás ao mercado acionário, por reduzir a atratividade da renda fixa e servir como estímulo para a economia nacional. Essa injeção de ânimo, contudo, pode durar pouco, se as perspectivas de desaceleração do PIB e de avanço da inflação persistirem.

A melhora no sentimento de aversão ao risco veio após novas declarações de Angela Merkel. Segundo agências internacionais, a chanceler da Alemanha espera que os líderes europeus desenvolvam um “plano de trabalho” para a Grécia em encontro no dia 23 de outubro, incluindo possivelmente uma missão permanente da “troika” para monitorar a dívida do país.

Contudo, as referências europeias ainda deixam os investidores preocupados com o contágio da crise para as maiores economias do continente. A Moody’s alertou na noite anterior que poderá revisar de estável para negativa a perspectiva sobre a nota de crédito AAA da França nos próximos três meses. Já Portugal pode vir a não cumprir sua meta de redução no déficit. Ademais, a Standard & Poor’s rebaixou nesta sessão o rating de 23 instituições financeiras italianas.

Fed pode elevar juros
Já nos Estados Unidos, destaque para as declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmando que sua instituição pode ter que elevar as taxas de juros. De acordo com Bernanke, isso ocorria se fosse identificado um potencial risco para a estabilidade financeira dos Estados Unidos.

Destaques
As duas maiores altas ficaram com ativos do Grupo Oi, que já haviam se destacado no campo positivo na véspera. O fechamento de um contrato com a Globosat, que permitirá a Oi TV a transmitir a programação da principal rede televisiva nacional, impulsionou os ativos das empresas do grupo, com destaque para TMAR5 (+9,70%). Na ponta negativa, destaque para a Usiminas, que viu USIM3 recuar 1,55% aos R$ 24,12.

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Agenda
No Brasil, destaque para a divulgação do IGP-10, da FGV, marcando inflação de 0,64% em outubro. Já a Fipe divulgou o IPC-Fipe referente segunda quadrissemana de outubro, marcando inflação de 0,27%.

Lá fora, chamou a atenção a divulgação dos dados da China. O PIB do país asiático apontou crescimento menor no terceiro trimestre do que no período anterior. Isso piora as perspectivas de que o país asiático deverá sofrer uma desaceleração econômica em breve, fato este que pressionou as ações da Vale.

Nos Estados Unidos,o PPI, índice de preços no atacado, superou as expectativas do mercado. Já o Core PPI, que exclui itens cujos preços são considerados mais voláteis, como energia e alimentos, reportou alta superior as estimativas.

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Dólar
Depois de operar parte da sessão em alta, o dólar comercial inverteu sua trajetória na parte da tarde, acentuando suas perdas até o final do dia, em linha com a melhora no humor do mercado. Com isso, a moeda fechou esta terça-feira em queda de 0,73%, terminando cotado a R$ 1,7585 na venda. A melhora no sentimento impulsiona mercados mais arriscados, tirando força dos investimentos tidos como mais seguras, como é o caso do dólar.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,47%, 0,08 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 131,47% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País fechou em queda de 3 pontos-base, aos 229 pontos.