Resumo Diário

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Em dia bastante volátil, alternando entre ganhos e perdas, o Ibovespa fixou-se no campo negativo durante a tarde após a divulgação do Livro Bege nos EUA, mantendo-se no vermelho até o fechamento do pregão desta quarta-feira (19). Dessa forma, o índice terminou o dia com leve queda de 0,12%, aos 54.966 pontos. O giro financeiro nesta sessão foi de R$ 5,81 bilhões.

Por aqui, o mercado ficou no aguardo da divulgação do novo patamar da taxa básica de juros pelo Copom. O mercado espera uma nova queda na Selic, de 0,50 ponto percentual, que traria os juros básicos para o patamar de 11,50% ao ano.

Contudo a principal referência diária foi o Livro Bege, divulgado pelo Fed. O relatório revelou que a economia norte-americana continua em expansão, embora em um ritmo “modesto” em alguns dos 12 distritos analisados. Todavia, a autoridade monetária norte-americana também mostrou piora nas condições financeiras, com redução da demanda por crédito, o que deprimiu o mercado, elevando os investimentos mais seguros em detrimento dos mais arriscados, como o mercado acionário.  

O mercado também não viu com bons olhos a afirmação por parte de autoridades da União Europeia de que não há nenhum acordo para elevar o EFSF, conforme divulgado pela Bloomberg. Ademais, a notícia também afirmou que o fundo deverá ser elevado para no máximo € 1,5 trilhão.

Destaques
Na ponta negativa da bolsa, destaque para as ações da Vale, empresa mais negociada na bolsa brasileira, que estiveram próximas do topo por conta das pressões no preço do minério de ferro. A maior queda, porém, foi registrada pela Braskem, que recuou 6,48% aos R$ 13,85.

Já as maiores altas foram registradas pela Hypermarcas, que fechou o dia com alta de 4,51% aos R$ 9,74. Os papéis foram seguidos pelos ativos da Gafisa, que avançaram 4,24% aos R$ 6,15, por conta de expectativas com a Selic e também com as prévias operacionais divulgadas pela empresa na véspera.

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Agenda
Por aqui, o investidor acompanhou a divulgação do fluxo cambial acumulado de outubro até a última sexta-feira (14), registrando saldo positivo de US$ 3,403 bilhões.

Na agênda econômica dos Estados Unidos, destaque para revelado o CPI, índice de preços ao consumidor, que registrou inflação de 0,3% em setembro, em linha com o esperado pelo mercado. Por sua vez, o Core CPI, que exclui os custos relativos à alimentação e energia, teve avanço de 0,1%, frente às projeções do mercado de alta de 0,2%.

Já os dados do setor imobiliário mostram divergências. O Housing Starts mostrou um número de casas que começam a ser construídas maior do que o esperado em setembro. Por sua vez, o Building Permits reportou que o número de autorizações para a construção de imóveis ficou aquém das estimativas no mês passado.

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A principal economia do mundo também reportou o relatório semanal de estoques de petróleo, organizado pela EIA (Energy Information Administration), que recuaram em 4,7 milhões de barris, ou 1,4% no período de 10 a 14 de outubro.

Dólar
Ganhando força após a divulgação do Livro Bege, o dólar comercial fechou essa sessão em alta de 0,98%, cotado a R$ 1,7758 na venda. A piora no sentimento de aversão ao risco, por conta desta divulgação, fez com que ativos mais seguros, como o dólar, ganhassem força, ante investimentos mais arriscados, como o mercado acionário. 

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,12%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,02% em relação ao fechamento anterior, a 131,45% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em alta de 1 ponto-base, aos 230 pontos.