Publicidade
Operando em queda durante toda a sessão, o Ibovespa não acompanhou o movimento de Wall Street e fechou esta quinta-feira (20) com queda de 1,74%, aos 54.009 pontos, refletindo a piora no sentimento de aversão ao risco por conta da situação na Europa. O giro financeiro nesta sessão foi de R$ 4,92 bilhões, abaixo da média dos últimos pregões.
Os investidores avaliaram o novo corte de 50 pontos-base na taxa básica de juros, anunciada na noite anterior, que era altamente esperado pelo mercado e não foi o suficiente para trazer otimismo ao mercado. Tradicionalmente, movimentos assim traduzem-se em avanços no mercado acionário, mas as reduções nas perpectivas de crescimento econômico e a situação ainda delicada do continente europeu anularam esse efeito.
Europa
A Europa seguiu no radar, uma vez que eram esperadas definições para uma nova reunião entre o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel. Eles pretendem delinear os pontos do plano a ser apresentado na reunião de cúpula da União Europeia, no domingo (23), em Bruxelas, com uma possível expansão do EFSF como forma de combater a crise que se estende pelo continente.
Essa reunião ainda pode vir a ser adiada, afirmou o jornal alemão Die Walt. De acordo com a publicação, o governo alemão defende a ideia de que é preciso haver uma discussão mais aprofundada sobre o EFSF. O fundo poderá ser usado para comprar títulos da dívida pública no mercado secundário de países com uma trajetória sustentável da dívida. Por fim, o parlamento grego anunciou a uma hora do fechamento do mercado brasileiro a aprovação final de suas novas medidas de austeridades fiscais, prevendo mais cortes de gastos e aumentos de impostos.
Ações em destaque
Na ponta negativa, a maior queda do Ibovespa foi das ações ordinárias da Usiminas, que recuaram 5,79% aos R$ 22,28. Na ponta positiva, destaque para as ações da Fibria, que avançou 1,26% aos R$ 14,48, seguido pelos ativos preferenciais classe A da Usiminas, que avançaram 0,66% aos R$ 10,73.
Agenda
Os investidores acompanham ainda uma agenda carregada de indicadores. Internamente, a segunda prévia de agosto do IGP-M marcou inflação de 0,50%, enquanto o IPCA-15 registrou 0,42% de inflação.
Continua depois da publicidade
Nos EUA, o Initial Claims mostrou um número de pedidos de auxílio-desemprego em linha com o esperado na última semana. Já o Leading Indicators, que compreende vários índices já divulgados, registrou variação positiva de 0,2% no mês de setembro, levemente abaixo do esperado.
Ademais, o Existing Home Sales, índice é responsável por medir as vendas de casas usadas no país, que marcou 4,91 milhões de vendas, bem em linha com o esperado. Por fim, o Philadelphia Fed Index surpreendeu o mercado ao mostrar que a atividade industrial na região marcou 8,7 pontos positivos no período, enquanto era esperado 8,8 pontos negativos.
Dólar
Consolidando os ganhos durante a tarde, o dólar comercial fechou em alta de 0,74% nesta quinta-feira, fechando cotado a R$ 1,789 na venda. Essa valorização foi impulsionada pelo sentimento de aversão ao risco, que tende a prejudicar investimentos mais arriscados, como o mercado acionário, favorecendo investimentos tidos como mais seguros, como a moeda norte-americana.
Continua depois da publicidade
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,14%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,36% em relação ao fechamento anterior, a 130,98% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 3 pontos-base, aos 233 pontos.