Resumo Diário

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Operando no campo negativo durante todo o pregão, o Ibovespa fechou esta terça-feira (25) com queda de 1,07%, aos 56.285 pontos, corrigindo parte da forte alta de 2,96% da véspera e impulsionado pelo avanço de aversão ao risco, que derrubou as principais bolsas mundiais. O giro financeiro da sessão foi de R$ 5,666 bilhões, abaixo da média dos últimos pregões.

O cancelamento da reunião da quarta-feira (26) entre os ministros das Finanças da União Europeia foi o suficiente para a jogar o mercado no campo negativo, após a sessão fortemente positiva da segunda-feira (24). Contudo, os líderes da União Europeia e da Zona do Euro manterão sua reunião, também na quarta-feira, aumentando a especulação de que poderá haver uma elevação do EFSF, além do anúncio de outras medidas para que se resolva a crise no continente.

Por aqui, o destaque foi a reafirmação da nota soberana “BBB” do Brasil, com perspectiva estável, pela Fitch Ratings. A agência destacou as reservas cambiais de US$ 350,6 bilhões, o status do Brasil como credor externo, a flexibilidade estrutural da política macroeconômica do País e um sistema bancário saudável.

Destaque de ações
A ação da Fibria encabeçou a ponta negativa entre as ações do Ibovespa nesta terça-feira, com queda de 4,51% – aos R$ 14,81, registrando fortes perdas nos últimos instantes de negociações. 
Já as ações ordinárias da Usiminas lideraram a ponta positiva, com avanço de 1,82% ao R$ 23,50. Destaque também para duas ações de empresas de telecomunicações, a Telemar Norte Leste, que avançou 1,76% aos R$ 44,44 e a Telefônica Brasil, que subiu 1,40% aos R$ 50,80, fechando o pódio das altas do Ibovespa.

Agenda
Na agenda econômica nacional, a terça-feira foi marcada pela divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) mensal pela Serasa Experian, que mostrou crescimento econômico de 0,1% na passagem entre julho e agosto deste ano. Ademais, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC- Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) marcando 0,34% de inflação na terceira semana de outubro. Já o Banco Central apontou superávit de US$ 808 milhões no balanço de pagamentos em setembro, em sua Nota do Setor Externo.

Nos EUA, o S&P/Case-Shiller Home Price indicou que os preços dos imóveis norte-americanos caíram 3,8% em agosto, na base de comparação anual. Ainda acerca da pauta econômica norte-americana foi divulgado o Consumer Confidence, que decepcionou o mercado.

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Dólar
Após operar em queda durante a manhã, o dólar comercial fechou em alta de 0,59% nesta terça-feira, cotado a R$ 1,7623 na venda. Apesar desta alta, a moeda acumula desvalorização de 6,34% em outubro. Já no ano, a valorização acumulada chega a 5,77%.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam estáveis nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,43%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,05% em relação ao fechamento anterior, a 131,11% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País fechou em alta de 4 pontos-base, aos 229 pontos.