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Operando no campo positivo durante toda a sessão desta quinta-feira (1), refletindo o corte da taxa Selic divulgado na véspera, o Ibovespa chegou subir 3,71% em sua máxima no intraday e fechou o pregão regular com sua quinta alta consecutiva, avançando de 2,87%, aos 58.118 pontos. O giro financeiro foi de R$ 9,575 bilhões.
Em sessão marcada pelo forte volume financeiro no mercado à vista, o Ibovespa foi na contramão do desempenho das bolsas norte-americanas com o otimismo dos investidores após o Copom do Banco Central contrariar o consenso de mercado e reduzir a taxa básica de juros em 50 pontos base, para 12% ao ano, a fim de manter a economia aquecida e afastar a crise externa.
No front norte-americano, a Casa Branca cortou a projeção de crescimento para a economia dos Estados Unidos neste ano de 2,7% para 1,7%, segundo informou o presidente do país, Barack Obama, em discurso.
Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para as ações da B2W, que lideraram os ganhos do Ibovespa nesta sessão com alta de 8,41%, cotadas a R$ 17,40.
Já na ponta negativa, os papéis da Souza Cruz seguraram a lanterna do benchmark da bolsa brasileira, com queda de 1,66%, cotados a R$ 19,55.
Agenda
No Brasil, o IPC-S marcou taxa positiva de 0,40% na quarta medição de agosto, segundo dados divulgados pela FGV, enquanto, segundo o IBGE, o IPP da indústria de transformação registrou inflação no último mês de julho, marcando variação de 0,07%.
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Ainda por aqui, a balança comercial de agosto registrou superávit de US$ 3,873 bilhões, com média diária de US$ 168,4 milhões, conforme divulgado pelo MDIC.
Nos EUA, a agenda veio recheada de indicadores nesta sessão. O volume de pedidos de auxílio desemprego foi de 409 mil demandas na passagem semanal, frente expectativa de 407 mil solicitações. Enquanto isso, o nível de atividade da indústria norte-americana, medida pelo ISM Index, que veio acima das expectativas de 48,5 pontos ao registrar 50,6 pontos em agosto.
Além disso, o Productivity & Costs do segundo trimestre de 2011 foi pior do que o esperado, apontando recuo de 0,7%, enquanto o Construction Spending veio abaixo das projeções de estabilidade do mercado, ao cair 1,3% em julho.
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Dólar
O dólar comercial registrou sua maior alta diária desde 21 de novembro nesta quinta-feira, ao avançar 1,51%, fechando na venda a R$ 1,617 – máxima desde 11 de agosto. Já dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6040 na venda, alta de 1,06%.
O BaCen realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista, com taxa de corte de R$ 1,606, com começo às 15h56 (horário de Brasília) e término às 16h01. Além disso, foi divulgado pelo MDIC o resultado da balança comercial de agosto, que registrou superávit de US$ 3,873 bilhões.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, a curva das principais taxas de juros futuros declinou forte no pregão desta quinta-feira (1) na BM&F. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em outubro de 2011, registrou uma taxa de 11,90%, 0,39 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,1% em relação ao fechamento anterior, a 137,30% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 8 pontos-base, aos 202 pontos.