Resumo diário

.

Publicidade

Após cinco pregões consecutivos de alta – que resultaram em um avanço de quase 10%, o Ibovespa finalmente teve um fechamento negativo. Em queda durante todo o pregão, o principal índice de ações da bolsa brasileira terminou esta sexta-feira (2) com forte queda de 2,73%, aos 56.546 pontos. Apesar desse declínio, o benchmark fechou a semana com forte alta de 5,99%, sua melhor semana desde julho de 2010. O giro financeiro da última sessão desta semana foi de R$ 7,111 bilhões.

O índice acompanhou o mau humor visto nas bolsas internacionais. No front doméstico, os investidores digeriram a divulgação feita pelo IBGE do PIB brasileiro no segundo trimestre deste ano, que mostrou avanço de 0,8% em relação ao 1T11, mas que apontou desaceleração em relação ao mesmo período do ano anterior, quando subiu 3,1%. Fato que, na opinião dos analistas, não surpreendeu o mercado.

No front internacional, o destaque negativo ficou por conta dos dados do mercado de trabalho, que decepcionaram com o registro da não abertura de postos de trabalho em agosto, frente a expectativa de criação de 70 mil vagas de emprego e as 85 mil registrados na medição anterior, reforçando a desconfiança dos investidores acerca da recuperação da economia do país. A taxa de desemprego, entretanto, manteve-se em 9,1%.

Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações da B2W que seguraram a lanterna do Ibovespa nesta sessão, com queda de 7,76%, cotadas a R$ 16,05.

Já na ponta positiva, o destaque ficou por conta dos papéis da TAM, que lideraram os ganhos do índice neste pregão.

Agenda
No Brasil, além da divulgação do PIB do segundo trimestre, o IBGE também reportou Pesquisa Industrial Regional de julho, que apontou variação positiva de 0,5% na passagem mensal, após dois meses seguidos de taxas negativas, em maio (-0,1%) e em junho (-0,9%), mas em relação a julho de 2010 o crescimento da indústria marcou -0,3%.

Continua depois da publicidade

Ainda por aqui, o IPC-Fipe, divulgado pela Fipe, apontou variação positiva dos preços de 0,39% na quarta leitura de agosto, ante alta de 0,30% em julho, o que representa aumento de 0,09 ponto percentual.

Dólar
Com alta de 1,11% nessa sexta-feira, o dólar comercial completou sua terceira sessão consecutiva de alta, completando a semana com variação positiva de 1,87%, cotada a R$ 1,635 na venda, sua maior cotação desde 29 de março. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6343 na venda, alta de 1,89%, levando o avanço semanal para 1,42%.

O BaCen realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista, com taxa de corte de R$ 1,6422, com começo às 15h53 e término às 15h58. 

Continua depois da publicidade

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, as principais taxas de contratos de juros futuros fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,68%, 0,22 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 137,32% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em alta de 6 pontos-base, aos 208 pontos.