Resumo diário

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Operando no campo positivo durante todo o pregão desta quinta-feira (8), o Ibovespa chegou a atingir a máxima de 2,89% no intraday ainda na parte da manhã e fechou a sessão em alta de 1,80%, aos 57.623 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,331 bilhões.

Precificando os ganhos das bolsas internacionais na véspera, quando a bolsa nacional permaneceu fechada por conta do feriado de Independência do Brasil, o benchmark da BM&F Bovespa foi na contramão do mercado norte-americano, que mostrou instabilidade durante toda sessão após números decepcionantes de pedidos de auxílio-desemprego e, principalmente, por conta da expectativa pelo discurso do presidente Barack Obama, agendado para o início da noite, sobre o novo pacote de estímulo ao mercado de trabalho, no valor de US$ 300 bilhões.

Além disso, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, reiterou nesta quinta-feira o compromisso da autoridade monetária em estimular a recuperação econômica, mas não anunciou nenhuma proposta específica ou deu sinais das medidas que podem ser adotadas. O mercado esperava que a fala de Bernanke trouxesse indicações sobre uma possível intervenção do Fed, contudo, ele se limitou a dizer que a instituição ainda dispõe de ferramentas para promover o crescimento econômico.

Ainda no front externo, o BCE decidiu manter a taxa básica de juros em 1,5% ao ano, além de ter revisado para baixo as projeções de crescimento da Zona do Euro neste ano e em 2012.

Já por aqui, os investidores digeriram a divulgação da ata da última reunião do Copom, a qual denotou a aposta em uma política fiscal mais restritiva e as perspectivas de ajuste para baixo da taxa Selic.

Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para as ações da Usiminas, que lideraram os ganhos desta sessão com alta de 7,99%, cotadas a R$ 23,65.

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Já na ponta negativa, o destaque ficou para as ações da Eletrobras, que seguraram a lanterna do pregão.

Agenda
No Brasil, a FGV reportou que o IPC-S marcou taxa positiva de 0,74% na primeira medição de setembro. Este foi o maior resultado desde a terceira semana de maio de 2011, quando o índice registrou variação de 0,96%.

Já nos EUA, o Initial Claims registrou um total de 414 mil novos pedidos na semana até 3 de setembro, frente às projeções que giravam em torno de 400 mil solicitações. Enquanto isso, déficit na balança comercial norte-americana foi de US$ 44,8 bilhões no sétimo mês de 2011, frente às previsões de analistas de US$ 51,5 bilhões.

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Ainda por lá, o Consumer Credit revelou avanço ajustado sazonalmente de US$ 12 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre junho e julho, frente às projeções de avanço de US$ 5 bilhões.

Dólar
O dólar comercial alcançou sua sexta alta consecutiva, valorizando-se em 0,06% e terminando esta quinta-feira cotado a R$ 1,660 na venda. Dessa forma, a moeda renovou sua cotação máxima desde 28 de março, quando fechou a R$ 1,664. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6566 na venda, queda de 0,10%.

O BaCen realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista, com taxa de corte de R$ 1,6573, com começo às 15h53 (horário de Brasília) e término às 15h58. A autoridade monetária comprou US$ 73 milhões nesse tipo de operação nos dois primeiros dias de setembro, informou o BC.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta, com abertura mais acentuada nos contratos de longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,41%, estável em relação ao fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 136,93% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em alta de 5 pontos-base, aos 213 pontos.