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Apesar da queda registrada pelos ativos da Vale e da Petrobras, o Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira (10) em alta de 0,27%, em 66.806 pontos. O benchmark brasileiro encerrou o dia com um volume financeiro de R$ 4,62 bilhões. Na semana, o principal índice da BM&F Bovespa subiu 0,19%.
O Ibovespa teve um dia volátil em meio aos noticiários econômico e corporativo movimentados. O índice chegou a atingir a mínima de 66.459 pontos próximo às 12h20, uma queda de 0,24% ante o fechamento anterior.
A Petrobras mais uma vez marcou presença, acompanhada pela Vale – ambas viram seus papéis caírem neste dia. A União encontrou uma maneira de aportar ainda mais dinheiro na estatal, recorrendo a uma nova manobra societária prévia à oferta pública de ações da petrolífera: o BNDES e a Caixa Econômica Federal irão transferir ações para o Fundo Soberano, que poderá entrar no processo de capitalização.
Além disso, esta sexta também marcou a primeira data de corte para a oferta primária de ações da estatal. Vale lembrar que a subscrição de 80% das ações inicialmente previstas no âmbito da oferta global serão destinadas à Oferta Prioritária, da qual poderão participar somente os acionistas que tenham posição de custódia em papéis ao final desta sexta.
A Vale, por sua vez, anunciou a assinatura de contrato com duas instituições financeiras chinesas para financiar a construção de 12 navios no país asiático. A mineradora informou que o Export-Import Bank of China e o Bank of China Limited fornecerão uma linha de crédito de até US$ 1,229 bilhão, o que representa cerca de 80% do total necessário para a construção dos navios. Os papéis da companhia operam em queda.
Em sentido oposto, a ponta positiva do índice contou com a presença dos papéis da LLX, braço do ramo de logística do Grupo EBX, do megaempresário Eike Batista, que dispararam durante a tarde. Contatada pela InfoMoney, a assessoria da companhia disse desconhecer o motivo por trás da forte variação positiva dos papéis da empresa.
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Os ativos da ALL também ficaram na ponta positiva da sessão, após seus acionistas aprovarem a entrada da empresa no Novo Mercado, o cancelamento dos units e conversão das ações PN, além de um grupamento dos papéis.
Por outro lado, se as projeções para a Nova Globex – empresa fruto da fusão entre Ponto Frio e Casas Bahia – chegaram a ter uma boa recepção dos mercados, o tom de ceticismo por parte dos analistas acerca da companhia contribuiu para o desempenho negativo dos papéis do Pão de Açúcar nesta data.
“Após a reunião de ontem com os executivos da empresa, acreditamos que a ação [do Pão da Açúcar] deve levar um tempo para reagir aos dados adicionais fornecidos sobre a aquisição da Casas Bahia”, dispararam os analistas da Itaú Corretora, que optaram pela exclusão dos papéis da varejista de sua carteira recomendada. As equipes de Citigroup e Barclays também demonstraram neutralidade ao novo acordo.
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Agenda
A agenda econômica do dia trouxe referências positivas aos mercados. Nos EUA, o nível dos estoques no atacado surpreendeu ao avançar mais do que as expectativas em julho. O indicador Wholesale Inventories marcou alta de 1,3% na passagem mensal, frente à elevação esperada pelo mercado de 0,4% e do resultado revisado de junho (+0,3%).
Na China, o superávit da balança comercial em agosto de US$ 20 bilhões veio abaixo das projeções, que giravam em torno de US$ 30 bilhões. Embora as exportações tenham mantido o forte ritmo de expansão, de 34,4% na passagem anual, as compras chinesas no exterior reagiram, com alta de 35,2% frente agosto de 2009.
Por aqui, destaque para referênciais inflacionárias, como o IGP-DI, que em agosto teve sua maior variação desde maio e marcou alta nos preços de 1,10%, e o IPC-Fipe da primeira quadrissemana deste mês, que assinalou variação positiva nos preços de 0,15%.
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Dólar
Mesmo com o clima instável nos mercados e com a dupla atuação do BaCen no mercado cambial, o dólar manteve firme sua trajetória negativa e atingiu novos recordes nesta sexta-feira. Com queda de 0,17%, a moeda terminou cotada na venda a R$ 1,720, igualando o menor patamar visto desde 18 de novembro de 2009.
Além disso, esta sessão marcou a oitava queda consecutiva da divisa, sendo esta a sua maior sequência de desvalorização vista desde abril de 2008. Nesses últimos oito dias de negociação, o dólar acumula perdas de 2,27%. Com essa nova queda, o dólar fechou a semana com variação negativa de 0,64%.
Assim como foi visto nas duas últimas sessões, o Banco Central do Brasil atuou no mercado cambial à vista comprando dólares por duas vezes. A primeira intervenção ocorreu por volta das 12h40 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,719. A segunda atuação da autoridade monetária ocorreu entre as 15h33 e as 15h43, com taxa de R$ 1,7187.
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Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou predominantemente em alta, com destaque para o avanço das taxas dos contratos de longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,30%, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável em relação ao fechamento anterior, cotado a 136,55% do valor de face.
O Risco-País registrou variação negativa de 5 pontos-base em relação ao fechamento anterior, fechando em 209 pontos-base.