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O Ibovespa iniciou a sessão desta quarta-feira (14) no azul, mas acompanhou o mau humor do mercado internacional pela manhã com temores acerca da economia da Zona do Euro, chegando a cair 0,82% em sua mínima no intraday. Entretanto, o índice engatou uma recuperação após encontro entre os líderes de Alemanha, França e Grécia, realizado durante a tarde, e fechou em alta de 1,34%, aos 55.944 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,447 bilhões.
O benchmark da bolsa brasileira acompanhou o otimismo dos investidores com a recuperação econômica grega, após o primeiro-ministro do país, George Papandreou, reiterar, em teleconferência com a chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, Nicholas Sarokzy, que cumprirá todas as medidas acordadas com as instituições internacionais para receber uma nova rodada de auxílio financeiro. Os líderes da França e da Alemanha reiteraram seu apoio à Grécia.
Ainda no front externo, a câmara de deputados da Itália aprovou o pacote de medidas de austeridade no valor de US$ 54 bilhões do primeiro ministro do país, Sílvio Berlusconi. Enquanto isso, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating das dívidas de longo prazo dos dois maiores bancos franceses, Société Générale e Credit Agricole.
Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para as ações das siderúrgicas. A Gerdau registrou a quinta maior alta do Ibovespa, após rumores sobre a aquisição de uma fatia da Usiminas.
Já entre as maiores quedas, o destaque ficou por conta da Lojas Americanas, que seguraram a lanterna do benchmark da bolsa brasileira nesta sessão.
Agenda
No Brasil, o fluxo cambial da segunda semana de setembro, finalizado na última sexta-feira (9), registrou saldo positivo de US$ 8,120 bilhões, segundo dados publicados pelo Banco Central nesta sessão.
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Já nos EUA, o PPI, índice de preços ao produtor norte-americano, manteve-se em linha com o esperado durante o mês de agosto ao ficar estável no período, enquanto o volume das vendas ao mercado varejista dos Estados Unidos no mesmo mês veio aquém das expectativas dos analistas, que previam expansão de 0,2%, frente a estabilidade registrada.
Dólar
O dólar comercial alcançou sua 10ª alta consecutiva nessa quarta-feira, fechando a R$ 1,723 na venda, seu maior patamar desde 29 de novembro de 2010, quando fechou a R$ 1,724. A alta de 0,63% garantiu à moeda sua maior sequência de altas desde janeiro de 1999, quando foram registradas 11 altas seguidas. Nesse breve rali, a divisa já acumula apreciação de 8,50%.
A forte sequência de altas contribuiu para que o Banco Central deixasse de realizar leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista pela primeira vez desde 21 de fevereiro deste ano. Contudo, a autoridade monetária disse ter adquirido, entre os dias 5 e 9 de setembro, US$ 141 milhões por meio dessas operações.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, as principais taxas de contratos de juros fecharam em alta nesta quarta-feira na BM&F. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,74%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,23% em relação ao fechamento anterior, a 136,08% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 8 pontos-base, aos 233 pontos.