Publicidade
Após abrir o dia em alta e reverter para o campo negativo ainda durante a manhã, o Ibovespa mostrou recuperação no decorrer do dia, acentuando seus ganhos até os instantes finais de negociação. Com isso, o índice de ações fechou o dia com forte alta de 1,47%, aos 57.210 pontos, totalizando uma valorização de 2,57% na semana. O giro financeiro desta sessão foi de R$ 5,284 bilhões.
O benchmark da bolsa brasileira seguiu o desempenho do mercados internacionais, com a expectativa sobre a reunião, marcada para este final de semana, entre os ministros das Finanças dos países da União Europeia e o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, na tentativa de chegarem a uma solução para a crise da dívida dos países envolvidos.
Pela manhã, o secretário do Departamento do Tesouro norte-americano afirmou que EUA e UE precisam trabalhar juntos para superar os desafios econômicos atuais. Geithner não acredita que o mundo verá uma repetição da resposta coordenada que os países organizaram em 2009 durante a crise financeira global.
Ainda nesta sessão, representantes políticos da Zona do Euro decidiram adiar a decisão sobre o plano de resgate à Grécia para outubro, conforme afirmou o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, citado por agências internacionais.
Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para as ações da Eletrobrás, que lideraram os ganhos do Ibovespa neste pregão.
Já na ponta negativa, destaque para as ações da Usiminas, que seguraram a lanterna do índice ao registrarem uma queda de 0,96%, cotadas a R$ 23,85.
Continua depois da publicidade
Aumento do IOF
Pouco antes da abertura dos negócios, foi anunciado uma nova elevação do IOF sobre o mercado de derivativos. A nova regra referente a operações com derivativos acrescenta a incidência de 1% levando em consideração também a redução da posição comprada de câmbio.
Anteriormente, a preocupação do mercado era com as posições vendidas dos bancos, que apostavam na desvalorização do dólar. Agora o objetivo gira em torno de promover um equilíbrio no mercado de derivativos em ambas posições.
Agenda
No Brasil, a segunda medição de setembro do IPC-S marcou taxa positiva de 0,69%, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pela FGV. O resultado é 0,05 ponto percentual abaixo da taxa registrada na última divulgação.
Continua depois da publicidade
Nos EUA, a confiança do consumidor norte-americano na economia do país foi melhor do que a esperada para setembro. O Michigan Sentiment apontou 57,8 pontos, resultado superior às expectativas do mercado, de 56,3 pontos e à medição anterior, de 55,7 pontos.
Dólar
O dólar comercial registrou alta de 1,35%, fechando a R$ 1,732 na venda, máxima desde 23 de novembro de 2010, quando valia R$ 1,735. Com isso, a divisa norte-americana acumulou apreciação de 3,22% na semana, sendo sua maior alta semanal desde a semana encerrada no dia 7 de maio do ano passado, quando subiu 6,50%.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, as principais taxas de contratos de juros fecharam em queda nesta sexta-feira. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,63%, 0,08 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
Continua depois da publicidade
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,1% em relação ao fechamento anterior, a 135,56% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 1 ponto-base, aos 230 pontos.