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Após abrir a sessão no campo positivo, o Ibovespa foi perdendo força no decorrer do dia, revertendo sua trajetória durante a tarde. Acentuando suas perdas até o final do pregão, o índice de ações da bolsa brasileira fechou esta quarta-feira (28) com queda de 1,21%, aos 53.270 pontos, interrompendo uma sequência de duas altas. O giro financeiro foi de R$ 5,183 bilhões.
O benchmark acompanhou o pessimismo visto nas bolsas internacionais com algumas resoluções para combater a crise na Zona do Euro. No começo desta manhã, houve a aprovação no parlamento finlandês – os quais pedem garantias adicionais para participar do segundo pacote de ajuda à Grécia – para a expansão do EFSF nos termos do acordo de 21 de julho.
As atenções agora devem se voltar para a Alemanha, cuja votação sobre o pacote está marcada para a quinta-feira (29) e conta com o apoio público da chanceler Angela Merkel.
Grécia não sairá da Zona do Euro
Já o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que a Grécia não sairá da Zona do Euro e que a Troika – grupo de negociação com o governo grego – realizará uma reunião na próxima quinta-feira, em Atenas, para negociações sobre o plano fiscal do país. Outro encontro acontecerá ainda em outubro, para discutir a situação grega e considerar o desembolso da próxima rodada de auxílio financeiro.
O mercado também digeriu a proposta da Comissão Europeia sobre um imposto para transações financeiras, a ser implantado no começo de 2014. A medida tem como objetivo arrecadar € 57 bilhões, valor que seria dividido entre a União Europeia e seus estados membros.
Parlamento europeu aprova reformas
O parlamento europeu aprovou nesta sessão um pacote de reformas legislativas no âmbito da governança econômica, as quais sinalizam uma união ainda maior na União Europeia. O pacote contém uma série de medidas que possuem dois pontos centrais: ações preventivas e corretivas mais fortes, além da redução de desequilíbrios macroeconômicos entre os países membros.
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Ainda por lá, as autoridades reguladoras da Itália e da Espanha decidiram estender o prazo de proibição para as vendas a descoberto. As vendas a descoberto estimulam a especulação no curto prazo e acarretam fortes turbulências para o mercado.
Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações da TAM, que seguraram a lanterna do Ibovespa, ao registrarem queda de 5,19%, cotadas a R$ 31,60, repercutindo o comunicado ao mercado enviado pela LAN Airlines, informando que a resolução que serve de base para as aprovações nos tribunais chilenos continha erros de cálculos.
Já na ponta positiva, o destaque ficou por conta dos papéis da Telesp, que lideraram os ganhos do índice.
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Agenda
No Brasil, o fluxo cambial até a quarta semana de setembro, finalizado na última sexta-feira, registrou saldo positivo de US$ 8,084 bilhões. No mesmo período de 2010, o fluxo cambial havia acumulado saldo superior ao atual, apontando US$ 11,315 bilhões.
Nos EUA, O número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio abaixo do esperado pelo mercado durante o mês de agosto. O indicador Durable Good Orders exibiu recuo de 0,1% no referido mês, frente à projeção de alta de 0,1%, enquanto os dados de julho foram revisados para um aumento de 4,1%.
Dólar
O dólar comercial interrompeu sua sequência de três quedas nessa quarta-feira, terminando cotado a R$ 1,8365 na venda, alta de 1,75%. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 15,29% em setembro, frente à alta de 2,64% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 10,22%.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta quarta-feira. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,41%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,05% em relação ao fechamento anterior, a 131,98% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 5 pontos-base, aos 270 pontos.