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Acompanhando o clima otimista nos principais mercados externos, o Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (13) em alta de 1,83%, a 68.030 pontos. O tom positivo da sessão foi estimulado por bons indicadores econômicos nos EUA, China e Europa, além do noticiário econômico favorável no front doméstico. Nesse sentido, o volume financeiro do dia chegou a R$ 6,32 bilhões.
Cabe destacar que o principal índice da bolsa paulista havia fechado acima dos 68 mil pontos pela última vez na sessão do dia 6 de agosto deste ano.
As ações de grandes instituições do setor financeiro, como Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco, registraram variações positivas nesta sessão, fechando o dia entre os principais ganhos do índice. A performance destes papéis é reflexo da perspectiva de crescimento econômico mais acentuado ao final deste ano, segundo revelou o Relatório Focus, do Banco Central. Além disso, as ações das principais blue chips da bolsa brasileira – Petrobras e Vale – avançaram mais de 2% no dia, impulsionando o índice.
Em sentido oposto, o principal destaque entre os poucos papéis do índice que fecharam o pregão no campo negativo – somente 10 – ficou com as ações da LLX. O movimento dos papéis reflete uma correção ao forte ganho de 8% auferido na sessão da última sexta-feira (10), além da confirmação da cisão parcial da empresa, com a venda da LLX Sudeste para a MMX Mineração por US$ 2,3 bilhões.
Petrobras
De volta à Petrobras, a segunda-feira marcou o início do prazo de reserva da oferta primária de ações da estatal.
É preciso ficar atento aos prazos de adesão, já que há diferentes datas para o fim das reservas. Pessoas vinculadas à oferta que participarem tanto da oferta prioritária quanto da distribuição de ações no varejo só têm até terça-feira (14) para cadastrar seus pedidos. Já na quinta-feira (16) chega ao fim o prazo para reservas de ações para pessoas não vinculadas dentro da oferta prioritária e para aplicar até 30% do FGTS – neste caso, só valem os pedidos de quem já tem parte de fundo aplicado na Petrobras.
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Os investidores que se enquadram na oferta de varejo e que não são vinculados à operação podem fazer seu pedido de reserva de ações até o dia 22, mesma data em que expira o prazo para adesão aos fundos de investimentos em ações dentro da oferta.
Agenda
O principal destaque da agenda doméstica ficou por conta do Relatório Focus, do Banco Central. O documento apontou a segunda semana consecutiva de melhores projeções para o PIB brasileiro, mostrando uma expectativa de crescimento de 7,42% na economia nacional neste ano.
O relatório também mostra a redução das estimativas para o IPCA. A mediana das projeções para a variação do índice neste ano caiu de 5,07% para 4,97%, voltando a se aproximar do centro da meta estabelecida pelo CMN, de 4,5%.
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Ainda por aqui, o MDIC divulgou a balança comercial brasileira, que registrou um saldo positivo de US$ 159 milhões na segunda semana de setembro, quando foram registradas exportações da ordem de US$ 3,088 bilhões e importações de US$ 2,929 bilhões.
Referências externas
Lá fora, os investidores ficaram de olho na economia norte-americana. O orçamento do governo do país registrou déficit de US$ 90,526 bilhões em agosto, enquanto as projeções apontavam para um saldo deficitário em US$ 95 bilhões. Este é o vigésimo terceiro mês consecutivo de saldo negativo do Treasury Budget. Contudo, o número mostrou melhora na base mensal, comparado aos US$ 165 bilhões negativos vistos em julho.
Além disso, a pauta econômica chinesa também animou os investidores, com a produção industrial e as vendas no varejo relatando crescimentos na casa dos dois dígitos na comparação entre agosto de 2009 e deste ano – o primeiro marcou avanço de 13,9%, enquanto que o segundo subiu 18,4%.
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Já no Velho Continente, a Comissão Europeia elevou as projeções para o PIB da Zona do Euro e da União Europeia, estimando um crescimento de 1,7% e 1,8%, respectivamente – a previsão anterior era de 0,9% para ambos.
No cenário externo, as ações do setor financeiro também se destacaram na ponta positiva, na esteira da decisão do comitê da Basileia, que reúne representantes de autoridades monetárias de 27 países, sobre um novo acordo para que as instituições elevem o nível de capital mínimo para 7%, de modo que se tornem mais resistentes a crises financeiras. Os bancos terão até oito anos para se ajustarem às regras mais restritas.
Dólar
Em mais uma sessão em que as referências positivas ofuscaram a dupla intervenção do Banco Central no câmbio, o dólar comercial fechou com queda de 0,23%. Cotada na venda a R$ 1,716, a moeda renovou sua mínima de 2010 e atingiu seu menor patamar desde 16 de novembro do ano passado, quando terminou valendo R$ 1,711.
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Com a desvalorização vista nesta segunda-feira, a divisa norte-americana ainda alcançou a sua 9ª sessão consecutiva de fechamento negativo, algo que não acontecia desde fevereiro de 2008, quando teve nove quedas sequenciais entre os dias 18 e 28.
Após ter comprado dólares por volta das 12h30 (horário de Brasília), o Banco Central voltou a atuar no mercado cambial durante a tarde. A segunda intervenção ocorreu entre as 15h56 e as 16h06, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,718.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou sem tendência definida, com destaque para o avanço das taxas dos contratos de longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,34%, alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,03% em relação ao fechamento anterior, cotado a 136,60% do valor de face.
O Risco-País registrou variação positiva de 1 ponto-base em relação ao fechamento anterior, fechando em 210 pontos-base.