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Fechando esta sexta-feira (30) com queda de 1,99%, aos 52.324 pontos, o Ibovespa terminou o mês de setembro com variação negativa de 7,38%, o maior recuo mensal desde outubro de 2008, quando 24,8%. O giro financeiro desta sexta foi de R$ 6,414 bilhões.
Assim, o benchmark da bolsa brasileira recuou pelo sexto mês seguido, caindo 23,71%, a maior sequência de perdas desde o período entre junho e novembro de 2008, quando o declínio acumulado foi de 49,62% nos mesmos seis meses. Além disso, o Ibovespa terminou este terceiro trimestre com queda de 16,15%, a maior desde o 3T08, quando 23,8%.
Noticiário econômico
A preocupação com o crescimento global abalou a confiança dos investidores no início desta sessão, após a China reportar dados que apontam para o terceiro mês consecutivo de recuo na produção industrial do país. Já no front europeu, o Parlamento da Áustria aprovou a expansão do EFSF. Com o aval, a contribuição do governo austríaco ao fundo de resgate da Zona do Euro aumentou para € 21,6 bilhões, de € 12,24 bilhões.
Por aqui, a alta do dólar vai ajudar a reduzir a dívida líquida do setor público este mês, é o que espera o Banco Central. A autoridade monetária acredita que essa dívida corresponda a 37,6% do PIB em setembro. Para o ano, o BC estima que a dívida líquida em relação ao PIB fique em 38,5%, contra 39% previstos anteriormente.
Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações da Hypermarcas, que seguraram a lanterna do Ibovespa nesta sessão ao registrarem queda de 9,24%, cotadas a R$ 8,84.
Já na ponta positiva, destaque para os papéis da Marfrig que lideraram os ganhos do índice neste pregão.
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Agenda
No Brasil, o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 4,6 bilhões durante o mês de agosto, mostraram os dados divulgados pelo Banco Central, em sua Nota de Política Fiscal. Nesta medição, registrou-se redução de R$ 632 milhões em relação ao observado no mesmo período de 2010.
Ainda por aqui, a confiança da indústria registrou nova queda, de 1,6%, entre agosto e setembro de 2011, segundo a Sondagem Industrial, divulgada pela FGV. O ICI passou de 102,7 pontos para 101,1 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.
Nos EUA, o Chicago PMI, que mede o nível de atividade industrial na região, atingiu 60,4 pontos, superior às projeções do mercado, que apontavam para 54 pontos. Já a confiança do consumidor norte-americano foi melhor do que a esperada em setembro, ao apontar 59,4 pontos, resultado superior às expectativas do mercado, de 57,5 pontos e à medição anterior, de 57,8 pontos.
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Por fim, o núcleo do índice de preços PCE, um dos indicadores mais observados pelo Banco Central norte-americano, registrou alta de 0,2% no mês de agosto, em linha com as estimativas do mercado.
Dólar
Com sua cotação passando de R$ 1,593 para R$ 1,8815, o dólar comercial acumulou em setembro uma alta de 18,11%, a maior valorização desde setembro de 2002, quando avançou 24,93%. Com isso, a moeda fechou o terceiro trimestre com forte alta de 20,45%, a maior desde 4º trimestre de 2008, quando subiu 22,61%.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta sexta-feira. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,10%, 0,09 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,33% em relação ao fechamento anterior, a 132,05% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 10 pontos-base, aos 274 pontos.