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Apesar da proposta para elevação do teto da dívida dos EUA ter sido aprovada pelo Senado dos EUA e por Barack Obama nesta terça-feira (2), o clima de apreensão visto desde a sessão anterior continuou no mercado e o Ibovespa chegou ao seu segundo pregão consecutivo de queda. Com variação negativa de 2,09%, o índice fechou a 57.310 pontos, sua menor pontuação desde 4 de setembro de 2009, quando atingiu 56.652 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,277 bilhões.
Nem mesmo a aprovação do plano para salvar a principal economia do mundo de entrar em default foi suficiente para animar os investidores nesta sessão. Na noite anterior, o projeto acordado entre republicanos e democratas havia sido aprovado pela câmara de deputados local. Já na tarde desta terça, o Senado aprovou por 74 votos a 26 o plano, que foi posteriormente sancionado pelo presidente norte-americano Barack Obama.
A proposta prevê um corte de US$ 2,1 trilhões do déficit do país, com cortes dos gastos públicos do país na mesma proporção nos próximos 10 anos, além de também não elevar os impostos. Contudo, isso pode não evitar um possível rebaixamento do rating norte-americano pelas agências de classificação de risco S&P, Moody’s e Fitch, que acreditam que o plano não vai aliviar suficientemente a situação fiscal do país no longo prazo.
Destaques do pregão
Na ponta negativa do Ibovespa, aparecem as ações da Hypermarcas, que desabaram 8,06%, fechando a R$ 11,39. Com isso, os papéis da companhia totalizam perdas de 51,12% no acumulado de 2011. Ainda entre as maiores baixas, aparecem as ações do Itaú Unibanco e da sua controladora, a Itaúsa, repercutindo o resultado trimestral divulgado pela instituição nesta manhã.
Já a ponta positiva do índice ficou com os papéis da B2W, que subiram 3,04%, fechando a R$ 14,89.
Resultados
Além dos números do Itaú Unibanco, outra empresa do Ibovespa divulgou seus resultados trimestrais nesta manhã: a Usiminas. Entre abril e junho, a companhia viu seu lucro líquido cair 62,3% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando em R$ 156,59 milhões.
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Indicadores Econômicos
Ainda no front doméstico, o IBGE mostrou que a produção da indústria nacional recuou 1,6% em junho frente a maio na série com ajuste sazonal, mostrando uma desaceleração em relação a maio, quando houve um crescimento de 1,1%.
Na agenda norte-americana, o núcleo do índice de preços PCE registrou alta de 0,1% no mês de junho, enquanto era esperada uma variação positiva de 0,2%. O Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, ficou em linha com as expectativas do mercado, ao registrar elevação de 0,1%. Já o Personal Spending ficou abaixo das projeções.
Dólar
O dólar comercial fechou esta terça-feira com alta de 0,26%, cotado a R$ 1,567, refletindo a aprovação da elevação do teto da dívida nos Estados Unidos, a agenda econômica daquele país – com números mistos – e as compras de dólares pelo Banco Central. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5656 na venda, alta de 0,68% frente ao último fechamento.
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O Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre 12h20 (horário de Brasília) e 12h25 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,568, enquanto a segunda contou com taxa de R$ 1,5685, tendo ocorrido das 15h43 às 15h48.
Renda Fixa
O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,43%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,22% em relação ao fechamento anterior, a 137,35% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País fechou em alta de 7 pontos-base, aos 164 pontos.