Resumo diário

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Operando sob forte volatilidade, Ibovespa conseguiu fechar a sexta-feira (5) com modesta alta de 0,26%, interrompendo uma sequêncioa de quatro quedas, aos 52.949 pontos. Entretanto, por conta do forte declínio nas quatro sessões anteriores, o índice de ações teve sua pior semana desde novembro de 2008, ao registrar queda de 9,99% entre os dias 1 e 5 de agosto. O giro financeiro foi de R$ 8,838 bilhões.

O clima de apreensão persiste nos mercados internacionais com a deterioração da crise fiscal na Zona do Euro e as dúvidas acerca da capacidade de recuperação da economia norte-americana, que trazem à tona a possibilidade de uma recessão global. Nesta sexta, porém, sinais positivos foram emitidos ao mercado após, com o BCE anunciando a compra de títulos de dívida de Portugal e Irlanda pelo segundo dia consecutivo, bem como as mudanças anunciadas pelo governo italiano para diminuir o orçamento.

Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para as ações ordinárias da Usiminas, que dispararam 10,42%, registrando a maior valorização do Ibovespa nesta sessão, fechando a R$ 22,25. Esses papéis também tiveram o maior desempenho semanal do índice.

Já na ponta negativa, o destaque ficou por conta das ações da Marfrig, que seguraram a lanterna do Ibovespa com queda de 7,69%, registrando também a maior desvalorização no acumulado da semana.

Agenda
No Brasil, o IPCA do mês de julho apresentou resultado de 0,16%, aceleração de 0,01% em relação ao mês anterior, enquanto o INPC apresentou estabilidade em julho e ficou acima do apontado há um ano, quando marcou -0,07%.

Ainda por aqui, o INCC apresentou variação de 0,55% em julho, queda de 0,05 ponto percentual sobre o resultado de junho (0,60%) e de 0,19 p.p em relação a julho de 2010 (0,74%).

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Nos EUA, houve a abertura de 117 mil postos de trabalho em julho, resultado acima do esperado pelo mercado, que estimava uma alta de 84 mil postos no período. Enquanto isso, o Fed divulgou o Consumer Credit, que revelou avanço de US$ 15,5 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre maio e junho, resultado melhor do que indicavam as projeções.

Dólar
O dólar comercial subiu pela segunda sessão consecutiva, com alta de 0,38%, fechando a semana com valorização de 2,26%, seu maior avanço semanal desde o começo de maio, ficando cotado a R$ 1,587 na verda. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5895 na venda, alta de 0,91% frente ao último fechamento.

No front doméstico, o Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre 12h11 e 12h16 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5908, enquanto a segunda contou com taxa de R$ 1,5875, tendo ocorrido das 16h04 às 16h09.

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Renda Fixa
O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,26%, 0,03 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,15% em relação ao fechamento anterior, a 137,50% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 9 pontos-base, aos 180 pontos.