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Após a forte queda no pregão da véspera, o Ibovespa corrigiu parte das perdas das últimas sessões e fechou em alta de 5,09% – sua maior avanço diário desde 29 de outubro de 2009, quando subiu 5,91% -, aos 51.150 pontos. O giro financeiro foi de R$ 10,333 bilhões.
O benchmark acompanhou o movimento de recuperação das bolsas norte-americanas, que registraram na véspera as piores quedas desde a crise de 2008. Os investidores digeriram a reunião do Fomc, na qual os membros do Comitê discutiram sobre ferramentas de política monetária disponíveis para garantir uma recuperação mais forte nos Estados Unidos, mas decidiram não anunciar, por ora, um novo programa de estímulo ao país, mantendo também a taxa básica de juros norte-americana em seu menor nível histórico – no qual ela deverá permanecer até meados de 2013.
Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para os papéis da GOL, que lideraram os ganhos desta sessão. A alta da companhia aérea ocorre no mesmo dia em que o preço do barril de petróleo negociado em Nova York caiu para seu menor nível desde setembro de 2010. As ações do setor aéreo tendem a refletir positivamente a baixa nos preços do petróleo, a qual é traduzida em menores custos para as empresas.
Em um pregão de recuperação para o Ibovespa, apenas três papéis encerraram o pregão no campo negativo, com destaque para as ações da Duratex, que seguraram a lanterna do índice.
Mantega comenta crise
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que o mundo deve continuar tendo problemas econômicos nos próximos dois anos. “Não sei qual vai ser o desenvolvimento da crise, de qualquer formar, o que podemos afirmar é que continuaremos tendo problemas econômicos nos próximos dois anos”, afirmou há pouco na comissão geral no Plenário da Câmara para explicar os efeitos da crise econômica internacional e as medidas que o Brasil vem adotando para enfrentá-la.
Segundo ele, a fragilidade dos países mais desenvolvidos vai retardar a superação da crise, sendo que a turbulência dos últimos dias vem de uma decepção dos mercados mundiais em função dos resultados econômicos dos EUA e da Europa.
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Agenda
No Brasil, dentre as sete capitais analisadas pela FGV na primeira semana de agosto, cinco registraram aumento em suas taxas de variação, conforme mostra o IPC-S. Ainda por aqui, o IBGE divulgou que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no País deverá ser de 158,8 milhões de toneladas, superior em 6,2% à obtida em 2010 (149,6 milhões de toneladas) e 1,7% menor do que a estimativa de junho.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,02%, terminando o dia cotado na venda a R$ 1,6103. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,6334 na venda, alta de 2,09% frente ao último fechamento.
Ainda no front doméstico, a autoridade monetária manteve ativo seus leilões de compras de dólares nesta terça-feira, realizando uma compra entre às 16h18 (horário de Brasília) e 16h23, com taxa de corte aceita em R$ 1,6114.
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Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros na BM&F fecharam em tendência de queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 11,90%, 0,09 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,04% em relação ao fechamento anterior, a 137,30% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em queda de 5 pontos-base, aos 206 pontos.