Resumo diário

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Operando no negativo durante todo o intraday nesta terça-feira (16), o Ibovespa fechou com queda de 0,60%, ficando aos 54.323 pontos, interrompendo assim uma sequência de cinco altas dos últimos pregões. O giro financeiro foi de R$ 5,916 bilhões.

O benchmark da bolsa brasileira acompanhou o mau humor das bolsas internacionais, com o foco das preocuopações voltadas à economia da Europa. Nesta sessão, a Eurostat divulgou que o crescimento da Zona do Euro no segundo trimestre deste ano desacelerou para 0,2%, ante expectativas de avanço de 0,3%, além de um aumento menor do que o esperado do PIB da Alemanha, maior economia da região. 

Em reunião realizada nesta tarde, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitaram a possibilidade da emissão de títulos de dívida conjuntos da Zona do Euro. No lugar, os líderes concordaram em um imposto para operações financeiras no continente e maior coordenação econômica, com a formalização dessas propostas na constituição desses países até o verão de 2012. 

Já nos EUA, a agência de classificação de risco Fitch manteve a rating da dívida soberana do país com a nota AAA, com perspectiva estável. 

Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações ordinárias da Usiminas, que seguraram a lanterna do Ibovespa pelo segundo pregão consecutivo.

Já na ponta positiva, o destaque ficou por conta do papel da Natura, que liderou os ganhos do benchmark.

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Resultados domésticos
Dando continuidade à temporada de divulgação de resultados corporativos, os investidores digeriram o balanço da Petrobras divulgado na véspera, no qual reportou lucro líquido recorde de R$ 21,928 bilhões no 1S11. Além disso, também foram divulgados os números trimestrais da Lojas Renner, JBS e Cosan.

Agenda
No Brasil, o IPC-S marcou taxa positiva de 0,17%, segundo dados divulgados pela FGV. Em movimento contrário ao registrados nas últimas medições, o indicador apresentou acréscimo de 0,18 ponto percentual em relação à primeira semana de agosto, que foi de -0,01%.

Já nos EUA, a produção industrial apresentou alta de 0,9% em julho, resultado acima das projeções do mercado, mostrando melhora do desempenho em relação a junho, quando houve um avanço de 0,4%, enquanto a capacidade industrial utilizada atingiu 77,5%, patamar superior às expectativas de mercado (77%) e à medição de junho (76,9%).

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Ainda no front norte-americano, o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 604 mil casas no resultado anualizado de julho, não superando os 608 mil imóveis esperados. Em junho, o indicador foi de 613 mil casas.

Dólar
O dólar comercial fechou estável a R$ 1,591 na venda. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5918 na venda, queda de 0,24% frente ao último fechamento.

O Banco Central voltou a realizar dois leilões para compra de dólares no mercado à vista. A primeira operação ocorreu entre as 12h05 (horário de Brasília) às 12h10, com taxa de corte de R$ 1,5902. Já a segunda iniciou-se às 15h39, com término às 15h44, com taxa de corte de R$ 1,592.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, as taxas dos principais contratos fecharam em queda . O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 11,87%, estável em relação ao fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com leve alta de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 137,71% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em alta de 5 pontos-base, aos 201 pontos.