Resumo Diário

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Apesar da queda registrada pelos ativos da Petrobras, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (15) em alta de 0,61%, a 68.106 pontos. Em um dia instável, o benchmark brasileiro encerrou o pregão com um volume financeiro de R$ 6,23 bilhões.

O principal índice da bolsa paulista teve um dia volátil em meio ao noticiário econômico norte-americano e a venda de ienes pelo governo japonês. O Ibovespa chegou a atingir a mínima de 67.119 pontos próximo às 11h00, uma queda de 0,85% ante o fechamento anterior.

As ações da Petrobras voltaram a figurar entre os destaques de queda do Ibovespa, refletindo a disputa para formação do preço para sua oferta de ações.

No sentido contrário, após obter do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro a licença para construção de uma unidade de tratamento de petróleo em seu projeto batizado de “Superporto do Açu”, a LLX anunciou nesta quarta-feira que firmou acordo de compra e venda de ações com a Ternium, de modo a alienar todas as ações da Siderúrgica Norte Fluminense, cujo controle pertence à LLX Açu.

Agenda
Os investidores se mantiveram atentos para o discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizando que o governo brasileiro pode adotar medidas para impedir uma valorização do real, enquanto o Japão fez interferências no câmbio para valorização de sua moeda.

Ainda por aqui, o Banco Central divulgou o IBC-Br (índice mensal de atividade do BC), que teve alta de 2,42% na passagem de junho para julho, atingindo 142,62 pontos. Este é o maior patamar desde abril deste ano, quando marcou 144,15 pontos.

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Além disso, a Febraban revelou nesta sessão suas novas projeções para a economia brasileira, com destaque para um aumento na expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro ao final deste ano. A expectativa dos bancos consultados é que a economia nacional tenha avanço de 7,4% em 2010, ante projeções de crescimento de 7,2% em agosto.

Lá fora, os destaques ficaram para notícias vindas da Ásia e da América do Norte. Nos Estados Unidos, a produção industrial do país avançou 0,2% em agosto, apontando uma desaceleração mensal maior que a prevista pelo mercado. Outro indicador que não empolgou foi o NY Empire State Index, ao indicar 4,1 pontos positivos no nível de atividade manufatureira no estado de Nova York em setembro, abaixo do esperado.

Dólar
Após dez quedas consecutivas – que levaram a moeda a atingir sua mínima desde 9 de novembro e também sua maior sequência de desvalorizações desde 2005 -, o dólar comercial fechou esta quarta-feira com significativa valorização de 1,11%, sendo cotado na venda a R$ 1,727, repercutindo a sinalização do governo de que novas medidas deverão ser anunciadas para conter a apreciação do real.

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Além das declarações enfáticas do ministro, o Banco Central voltou a realizar uma rodada dupla de compra de dólares no mercado cambial à vista. Após o leilão realizado por volta das 12h30 (horário de Brasília), a autoridade monetária também adquiriu divisas entre as 15h35 e as 15h45, por uma taxa de corte aceita em R$ 1,7262.

Ainda sobre essas intervenções, o BaCen informou que já adquiriu US$ 815 milhões no mercado neste mês, inflando o total captado desde o início do ciclo de intervenções, em maio de 2009, para US$ 46,895 bilhões. Além disso, a autoridade também apresentou os dados do fluxo cambial, mostrando que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 2,114 bilhões nos sete primeiros dias úteis do mês.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou sem tendência, com destaque para a alta nas taxas dos contratos de longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,33%, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,22% em relação ao fechamento anterior, cotado a 137,15% do valor de face.

O Risco-País registrou variação negativa de 8 pontos-base em relação ao fechamento anterior, chegando a 203 pontos-base.