Resumo diário

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Em seu segundo dia seguido de alta, o Ibovespa manteve-se no campo positivo durante toda a sessão e fechou esta segunda-feira (29) com forte alta de 2,83%, aos 54.976 pontos. Além da melhora no humor vista nos mercados internacionais, os investidores também avaliaram a percepção de que o Copom pode vir a cortar a taxa de juros na nova reunião, que terminará na quarta-feira (31) após o pregão. O giro financeiro foi de R$ 5.432 bilhões.

Lá fora, as bolsas internacionais subiram forte, repercutindo a fusão de dois grandes bancos na Grécia, sendo essa uma sinalização positiva de uma das economias que mais têm sofrido com o agravamento da crise fiscal na Zona do Euro. Ademais, a divulgação de indicadores norte-americanos do setor imobiliário e de consumo melhores do que os esperados, a despeito do avanço menor que o esperado da renda do cidadão local, também serviram de estímulo para o clima de bom humor nas praças financeiras.

Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para as construtoras, que dominaram os maiores ganhos da sessão com, respectivamente, PDG Realty , Cyrela , Brookfield e MRV.

Apenas duas ações figuraram na ponta negativa do índice nesta sessão, com os papéis da Natura liderando as perdas com queda de 3,87%, cotadas a R$ 37,26.

Agenda
No Brasil, os investidores digeriram a divulgação do relatório Focus, que apontou redução nas projeções do PIB 3,84% para 3,79% em 2011 e de 4,00% para 3,90% em 2012. Já para a taxa Selic, as estimativas mantiveram-se inalteradas para este ano se comparadas à semana anterior, em 12,50%, enquanto para o ano que vem as projeções caíram de 12,50% para 12,38%.

Nos Estados Unidos, o núcleo do índice de preços PCE registrou alta de 0,2% no mês de julho, em linha com as estimativas do mercado. O Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, ficou abaixo das expectativas do mercado, ao registrar elevação de 0,3%, enquanto o Personal Spending ficou acima das projeções ao apontar avanço de 0,8%.

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Dólar
O dólar comercial fechou com queda de 0,75%, terminando a R$ 1,593 na venda. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5974 na venda, queda de 0,87%, próximo ao fechamento mensal da taxa, o que adiciona volumes ao mercado cambial.

O Banco Central realizou um leilão para compra de dólares no mercado à vista. A operação ocorreu entre 15h44 (horário de Brasília) e 15h49, com taxa de corte de R$ 1,5924. A autoridade monetária também sinalizou que poderá vir a realizar um leilão de swap cambial reverso, visto que deverá fazer uma pesquisa da demanda por um movimento do tipo às 18h00 dessa segunda-feira.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta segunda-feira. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,92%, 0,07 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 137,28% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 5 pontos-base, aos 198 pontos.