Resumo diário

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Acompanhando o otimismo das bolsas internacionais, com o alívio na pressão acerca da crise grega, além da divulgação de indicadores positivos no Brasil e nos EUA, o Ibovespa obteve sua quinta alta consecutiva e fechou o pregão desta sexta-feira (1) com valorização de 1,59%, aos 63.394 pontos. O giro financeiro do dia foi de R$ 7,301 bilhões. Na semana, o índice teve ganhos de 3,90%.

Os mercados reagiram com otimismo à aprovação de novas medidas de austeridade pelo parlamento da Grécia, na véspera. Assim, as preocupações em relação a um possível calote da dívida grega e um provável contágio da economia mundial foram amenizadas com a garantia de uma nova rodada de auxílio ao país.

Destaques do pregão
Puxando o índice para cima, os papéis da Vale destacaram-se entre as maiores altas do dia. Após o final das negociações de quinta-feira, a empresa divulgou ao mercado que aprovou o programa de recompra de ações, avaliado em até US$ 3 bilhões.

Além disso, o conselho de administração da mineradora também aprovou na reunião a OPA de todas as ações de emissão de sua subsidiária Vale Fertilizantes pela sua controlada Mineração Naque, ao preço de R$ 25 por ação, o que deve gerar um desembolso de até R$ 2,22 bilhões.

Já na ponta negativa, os ativos da ALL seguraram a lanterna do índice nesta sessão, depois de a empresa revelar na quinta-feira a assinatura de um contrato de associação com a Ouro Verde Transporte e Locação S.A., dando origem à Ritmo Logística, empresa que consolida as operações de transporte rodoviário da ALL Intermodal e da Ouro Verde à partir deste primeiro de julho, com participações de 65% e 35% no capital social da Ritmo, respectivamente.

Agenda
No âmbito interno, o IPC-S marcou uma retração de 0,18% nos preços na última semana de junho, enquanto a produção industrial brasileira teve crescimento de 1,3% na passagem de abril para maio, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, divulgada pelo IBGE.

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Já nos EUA, o nível de atividade industrial do país atingiu os 55,3 pontos, melhor que as expectativas do mercado, que indicavam 51,1 pontos. O indicador animou os investidores, que vislumbram uma recuperação econômica do país.

Além disso, os gastos com construção civil nos Estados Unidos caíram 0,6% em maio, enquanto a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan foi ligeiramente menor do que a esperada em junho.

Dólar
O dólar comercial inverteu fechou em queda de 0,26%, sua quinta desvalorização seguida. Além disso, sua cotação final, de R$ 1,558 na venda, é a menor desde janeiro de 1999. Esse movimento reflete a agenda econômica brasileira e norte-americana, além dos leilões de compra de dólar realizados pelo Banco Central. Na semana, a moeda norte-americana acumulou perdas de 2,87%.

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Renda fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,46%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 136,12% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 3 pontos-base, aos 145 pontos.