Resumo Diário

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Pressionado pelo clima negativo nas bolsas externas, trazido por indicadores econômicos norte-americanos e rumores de que a China pode adotar novas medidas restritivas para seu mercado de crédito, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (16) em queda de 0,65%, a 67.662 pontos. O volume financeiro movimentado neste dia chegou a R$ 4,76 bilhões.

Em linhas gerais, o mercado repercutiu a agenda de indicadores dos Estados Unidos, que trouxe preocupação com o desempenho da indústria no país. O clima adverso nas bolsas foi influenciado ainda por dados negativos revelados no Velho Continente. A performance negativa do Ibovespa também refletiu nesta sessão os rumores de que o governo chinês planeja elevar as restrições aos empréstimos dos bancos no país.

Destaques corporativos
Na ponta negativa do Ibovespa no dia ficaram os ativos da TAM. A empresa divulgou na véspera seus dados de tráfego aéreo referentes ao último mês.

Também registraram baixas os ativos da Petrobras. Alguns analistas de mercado atribuem estas sucessivas quedas das ações da Petrobras como resultado da pressão dos investidores para formar um preço de subscrição mais atrativo.

Já a ponta positiva do Ibovespa foi ocupada pelas ações da B2W. Os papéis das varejistas, em geral, sofreram valorizações nesta sessão por conta da maior intenção de consumo revelada pela Confederação Nacional do Comércio. Além disso, dados positivos do mercado de trabalho nacional também fomentam as boas perspectivas ao setor.

Agenda
No front doméstico, a sessão contou com a divulgação de dados inflacionários. O IPC-S marcou inflação de 0,31% na semana terminada em 15 de setembro, taxa 0,14 ponto percentual maior que a apurada na medição anterior. Esta foi a maior variação positiva desde a terceira semana de maio de 2010 (+0,47%).

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Também na cena interna, foram geradas 299.415 vagas de trabalho em agosto, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. O resultado, recorde para o mês, supera em 23,7% a melhor marca já registrada, em 2009, quando foram criados 242.126 postos de trabalho.

Ainda por aqui, o indicador ICF (Intenção de Compra das Famílias) mostrou que a intenção de consumo das famílias subiu em setembro pela quinta vez consecutiva. O índice passou de 134,4 pontos para 135,2, após registrar leve alta de 0,6% na passagem de um mês para o outro.

Destaques lá de fora
Na agenda norte-americana, o nível de atividade industrial na região da Filadélfia marcou 0,7 ponto negativo, enquanto a projeção dos analistas era de 2 pontos positivos.

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O Initial Claims registrou um total de 450 mil novos pedidos no período, melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 460 mil. Do mesmo modo, o indicador ficou abaixo do número registrado na semana anterior, que foi de 453 mil solicitações, conforme os dados revisados.

A Europa também contribuiu para o clima adverso nas bolsas globais, com as vendas no varejo do Reino Unido recuando 0,5% em agosto, a primeira queda mensal desde janeiro deste ano – em julho, foi indicado um crescimento de 0,8%. Além disso, a FedEX revelou lucro trimestral abaixo do previsto pelo mercado e anunciou planos de demissão de 1.700 funcionários.

Dólar
Após ter subido 1,1% na véspera, repercutindo as sinalizações do governo de que novas medidas para conter a apreciação do real poderiam ser anunciadas, o dólar comercial voltou a cair nesta quinta-feira, apesar do mau humor instaurado nos mercados. Com desvalorização de 0,64%, a moeda fechou cotada na venda a R$ 1,716.

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O destaque ficou com o Banco Central, que manteve ativa sua jornada dupla de compra de dólares no mercado cambial à vista. Após ter intervido por volta das 12h10 (horário de Brasília), a autoridade monetária comprou mais divisas entre as 15h42 e as 15h52, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7188.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou sem tendência, com destaque para a alta das taxas dos contratos de longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,40%, alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior, cotado a 137,40% do valor de face.

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O Risco-País registrou variação negativa de 11pontos-base em relação ao fechamento anterior, fechando em 193 pontos-base.