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O Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira (14) em queda de 1,63%, aos 59.679 pontos. O benchmark operou no campo negativo durante todo o intraday, acompanhando o fraco desempenho das bolsas internacionais por conta da apreensão dos investidores acerca da revisão de rating dos EUA e do discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke. O giro financeiro foi de R$ 6,735 bilhões.
Nem mesmo a divulgação de indicadores econômicos melhores do que esperado nos EUA, a aprovação de um novo pacote de austeridade da Itália e o leilão de títulos públicos italianos foram suficientes para inverter a tendência de queda do índice. Os mercados mostraram preocupação com o alerta da agência de classificação de risco Moody’s na véspera, colocando o rating soberano norte-americano em revisão para possível downgrade.
Outro fator que veio por colaborar com o mau humor dos investidores foi o dicurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, quanto a uma nova rodada de estímulos para a economia do país. Após acenar com essa possibilidade em discurso realizado na quarta-feira, Bernanke voltou atrás e afirmou que a instituição “pode não estar preparada, no momento, para adotar novas medidas”.
Destaques do pregão
Na ponta negativa do Ibovespa, o destaque fica por conta das empresas de construção civil, com Rossi, MRV Engenharia e PDG Realty figurando entre as maiores quedas da sessão. Vale mencionar que as empresas do setor estiveram entre as maiores altas da véspera.
Ainda no campo negativo, aparecem as ações da Petrobras, refletindo o impasse nas negociações entre estatal brasileira e o governo do Equador sobre a indenização pelo rompimento do contrato com a companhia, pressionada a deixar o País.
Já os papéis da Brasil Foods são destaque da ponta compradora do pregão, liderando pelo segundo dia seguido as altas do Ibovespa. As ações BRFS3 seguiram os ganhos da véspera após decisão do Cade, que aprovou a operação de fusão que deu origem à companhia.
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Agenda
O volume de vendas ao mercado varejista nos Estados Unidos, medido pelo Retail Sales, registrou alta de 0,1% em junho, ante expectativa de queda de 0,2 ponto percentual, enquanto o número de pedidos de auxílio desemprego recuou mais do que o esperado, apontando 405 mil novas solicitações na passagem semanal.
Ainda no front norte-americano, o índice de preços ao produtor norte-americano, apontado pelo PPI, recuou mais do que o esperado pelo mercado em junho. Já o nível de vendas e estoques das empresas dos EUA em maio, medido pelo Business Inventories e divulgado pelo Departamento de Comércio do país, apontou alta de 1,0%, 0,1 ponto percentual acima das expectativas.
Dólar
O dólar comercial quebrou a sequência de quedas ao apresentar alta de 0,25% nesta quinta-feira, quando terminou cotado a R$ 1,578. No front doméstico, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h40 (horário de Brasília) e às 15h45 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5765.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência com leve viés de baixa. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,47%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 136,37% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 5 pontos-base, aos 167 pontos.