Resumo diário

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Seguindo o mau humor das bolsas internacionais com a situação fiscal dos EUA e as perdas vistas na última semana, o Ibovespa obteve sua terceira queda consecutiva, fechando o pregão desta segunda-feira (18) com desvalorização de 1,08%, aos 58.837 pontos, sendo agora sua menor pontuação desde 20 de maio de 2010, quando registrou 58.192 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,385 bilhões.

Com a ausência de indicadores econômicos relevantes tanto no front doméstico quanto no internacional, o índice da bolsa brasileira acompanhou a trajetória de queda de Wall Street, por conta da aproximação da data limite – 2 de agosto – e a indefinição acerca do aumento do teto da dívida norte-americana, fato que tem trazido apreensão aos investidores desde a semana passada.

Ainda em relação à crise norte-americana, chamou a atenção o fato de a agência de classificação de risco Moody’s sugerir que o governo do Estados Unidos elimine o limite fixado por lei para o endividamento público, podendo assim reduzir a incerteza entre os investidores. Além disso, outra agência, a Fitch, disse que se o governo dos EUA não pagar os juros sobre sua dívida, os títulos do Tesouro em questão serão rebaixados para a classificação B+.

Destaques do pregão
Na ponta negativa do Ibovespa, destaque para a Lojas Renner que obteve desvalorização de 5,17% e encerrou a sessão cotada a R$ 53,58.

Já entre as maiores altas deste pregão, destaque para os papéis ordinários da Redecard, que registraram alta de 1,65% e encerraram a sessão cotadas a R$ 23,38.

Agenda
Sem indicadores relevantes no front doméstico, as atenções ficaram voltadas para a divulgação do relatório Focus, pelo Banco Central. Destaque para a mediana das estimativas para o IPCA, mantido em 0,20% e para a Selic, em 12,50% ao ano.

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Ainda por aqui, o MDIC mostrou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,751 bilhões na terceira semana de julho.

Dólar
O dólar comercial avançou 0,51%, terminando o dia cotado a R$ 1,582 na venda. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5796 na compra e a R$ 1,5828 na venda, alta de 0,54% frente ao fechamento de sexta-feira.

No front doméstico, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre às 15h53 (horário de Brasília) e às 15h58 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5785.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,47%, 0,01 ponto percentual abiaixo do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,04% em relação ao fechamento anterior, a 136,10% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em queda de 5 pontos-base, aos 166 pontos.