Resumo diário

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Ainda pressionado pelas incertezas acerca da aprovação do novo teto da dívida externa dos EUA, o Ibovespa chegou ao seu segundo pregão consecutivo de queda, recuando 1,05% nesta terça-feira (26), aos 59.339 pontos, em dia de agenda fraca no front interno e da divulgação de resultados de importantes empresas. O giro financeiro foi de R$ 5,779 bilhões.

O impasse político entre democratas e republicanos para elevação do limite da dívida soberana dos EUA segue deixando o mercado em alerta. Na véspera, os congressistas voltaram a demonstrar discordância e o presidente norte-americano, Barack Obama, fez um discurso televisionado com a intenção de mobilizar os cidadãos para que o pacote sugerido pelos democratas seja aprovado o quanto antes. Obama frisou que a falha em aumentar o limite da dívida soberana do país traria graves consequências à nação.

Destaques do pregão
No campo negativo, destaque para as ações ON e PNA da Usiminas, que figuraram entre as cinco maiores quedas do Ibovespa nesta sessão. Já os papéis da OGX lideraram as perdas deste pregão.

Já na ponta positiva, destaque para as operadoras de cartão Redecard e Cielo, sendo que esta segunda divulga seus resultados do 2T11 após o fechamento do pregão regular.

Logo atrás, aparecem as ações da Telesp, que soltará seu balanço trimestral antes da abertura do pregão de quarta-feira (27). Por fim, destaque também para os papéis da Petrobras, que seguiram os ganhos registrados na véspera, ajudando a amenizar as perdas do índice.

Agenda
Seguindo a temporada de divulgação de resultados corporativos relativos ao segundo trimestre deste ano, o Grupo Pão de Açúcar, reportou um avanço de 64% de seu lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado, ao atingir a marca de R$ 91 milhões.

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No Brasil, os dados do ICC, medido pela FGV, apontou que a confiança do consumidor brasileiro subiu 5,4% entre junho e julho, chegando ao patamar de 124,4 pontos, seu maior nível na série histórica, iniciada em setembro de 2005.

No front norte-americano, os preços dos imóveis, medido pelo S&P/Case-Shiller Index, apontou queda de 4,5% em maio, em linha com as projeções. Já as vendas de casas novas foi pior em relação ao mês anterior e às expectativas para junho, ao registrar vendas anualizadas de 312 mil imóveis no mês passado. Ainda nos EUA, a confiança do consumidor na economia do país registrou 59,5 pontos, melhor do que os 57,6 pontos esperados.

Dólar
O dólar comercial registrou sua sexta queda consecutiva, desta vez de 0,32% e continua em patamares vistos anteriormente apenas em janeiro de 1999, fechando cotado a R$ 1,538. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5345 na venda, queda de 0,67% frente ao último fechamento.

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O Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre às 12h06 (horário de Brasília) e às 12h11 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5331, enquanto a segunda contou com taxa de R$ 1,536, tendo ocorrido das 15h55 às 16h00.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda no longo prazo, mas próximos da estabilidade no curto prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,47%, estável em relação ao fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 136,34% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País fechou com forte alta de 16 pontos-base, aos 170 pontos.