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O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira (27) com sua terceira queda consecutiva, com variação negativa de 1,77%, aos 58.288 pontos, atingindo assim sua menor pontuação desde 20 de maio de 2010, quando fechou a 58.192 pontos. O benchmark segue pressionado pelo mau humor externo, decorrente não só do impasse político nos EUA como também para o tom nada animador do Livro Bege do Fed, bem como o corte do rating grego por mais uma agência de risco. O giro financeiro foi de R$ 6,501 bilhões.
Na véspera, a Câmara dos Representantes dos EUA adiou para quinta-feira a votação do plano republicano, uma vez que o Departamento de Orçamento do Congresso reportou que a proposta para redução do déficit não alcançaria a meta de conter US$ 1,2 trilhão em gastos. Lembrando que o prazo limite para a elevação do limite do teto da dívida externa do país é no dia 2 de agosto.
Ainda no cenário internacional, a agência de classificação de risco Standad & Poor’s anunciou o corte do rating soberano da Grécia de CCC para CC, com perspectiva negativa.
Destaques do pregão
As units do Santander Brasil seguraram a lanterna do Ibovespa nesta sessão, após a filial brasileira do banco espanhol ter divulgado seus resultados relativos ao 2T11 antes da abertura do pregão regular. Os números apresentados de fato não agradaram os investidores, apesar de terem vindo melhores do que as expectativas da Ágora Corretora.
As ações da BM&F Bovespa fecharam em queda de 5,45%, cotadas a R$ 9,03, após o Governo editar a medida provisória 539, que altera regras para negociações de derivativos como forma de tentar conter a valorização do real frente ao dólar.
Na ponta positiva, destaque para as ações da Telesp, que lideraram os ganhos do benchmark nesta quarta-feira. A companhia, que também divulgou seus resultados nesta sessão, reportou um avanço de 30% no seu lucro líquido em relação ao 2T10, atingindo a marca de R$ 1,14 bilhão.
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Também na ponta positiva, destaque para as ações da Braskem, que subiram 1,04% – segunda maior alta do Ibovespa -, cotadas a R$ 19,40, após o anúncio de aquisição das plantas de polipropileno da Dow no exterior.
Agenda
No Brasil, o IPC-Fipe, divulgado pela Fipe, apontou variação positiva dos preços de 0,26% na terceira quadrissemana de julho. Ainda por aqui, a Nota de Política Monetária divulgada pelo Banco Central mostrou que a participação do volume de crédito sobre o PIB elevou-se para 47,2% em junho deste ano, ante 46,9% em maio.
BaCen também divulgou que o fluxo cambial acumulado de julho até a última sexta-feira registrou saldo positivo de US$ 10,870 bilhões, impulsionado mais uma vez pelo resultado do fluxo financeiro no período.
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Nos EUA, destaque para o Livro Bege do Federal Reserve, que revelou que o fraco desempenho do mercado de trabalho norte-americano, aliado ao deteriorado mercado imobiliário local, tem ofuscado o avanço dos gastos dos consumidores no país. Ainda por lá, o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria veio bem abaixo do esperado em junho.
Dólar
O dólar comercial interrompeu sua sequência de seis quedas com uma forte alta de 1,24%, fechando cotado a R$ 1,557, maior oscilação positiva desde 5 de maio, quando a moeda fechou em alta de 1,25%. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5639 na venda, alta de 1,92% frente ao último fechamento.
Nesta sessão, o Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre às 11h07 (horário de Brasília) e às 11h12 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,566, enquanto a segunda contou com taxa de R$ 1,5572, tendo ocorrido das 16h00 às 16h05.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,47%, estável em relação ao fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,03% em relação ao fechamento anterior, a 136,45% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em queda de 4 pontos-base, aos 153 pontos.