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Em dia de forte volatilidade no mercado, o Ibovespa, que conseguiu se manter no campo positivo durante quase todo o intraday, acentuou seus ganhos no final do pregão, fechando esta quinta-feira (2) com alta 1,27%, ficando em 64.218 pontos – pontuação máxima do dia. O giro financeiro foi de R$ 5,52 bilhões.
O benchmark desconsiderou a pressão internacional, que derrubou os principais índices acionários europeus e também afetou as bolsas nos EUA. A preocupação com a Grécia ainda está na pauta, mas a visibilidade parece ficar mais clara, após o país ter concordado com um plano de austeridade mais profundo.
Atenas sinalizou um corte de € 6,4 bilhões para o déficit orçamentário e parece estar disposta a resgatar as relações com os credores, disse o oficial à Reuters. Um oficial de alto escalão da governo grego garantiu que o país concordou com seus credores da União Europeia e com o FMI sobre a necessidade de um plano de austeridade mais profundo.
Destaques do Pregão
Após passar dois pregões majoritariamente em queda, as ações do Pão de Açúcar se recuperam e devolveram as perdas acumuladas. O impasse político entre a família Diniz e a Casino derrubou as ações da empresa, que voltaram a subir forte nesta quinta-feira. O ganho foi de 6,40%.
A Cosan também subiu forte na sessão (+4,84%), após anúncio de conclusão de sua reorganização societária, com base em acordo assinado com a Shell, para a formação de uma joint venture. Já a Hypermarcas segue o processo de recuperação que iniciou na véspera, após ter sido fortemente penalizada no mês de maio, fechando esta quinta-feira com variação positiva de 5,03%.
Por outro lado, as ações da Petrobras, responsáveis por uma das maiores participações na composição da carteira teórica do Ibovespa, fecharam o dia entre as maiores quedas do índice. Já os papéis da BR Foods lideraram as quedas no dia, caindo 1,72%, com o anúncio da Rússia nesta quinta de que será proibida a partir do dia 15 de junho a entrada de carne brasileira originária dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
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Agenda econômica
Mais cedo, a Fipe divulgou o resultado de maio do seu IPC-Fipe, que marcou inflação de 0,31% no período. Esta taxa é 0,39 ponto percentual menor do que a registrada na em abril. Outro índice de preços divulgado nesta manhã foi o IPP, que registrou queda em abril com taxa de 0,34%, baixa de 0,04 ponto percentual na passagem mensal.
Na agenda econômica dos EUA, destaque para o Initial Claims, que mede o número de novos pedidos de auxílio desemprego, ao apresentar 422 mil novos pedidos, desempenho pior que do que os 413 mil esperados por analistas. O Factory Orders também decepcionou ao recuar mais do que o esperado em abril. Por outro lado, a prévia da produtividade do trabalhador norte-americano no primeiro trimestre avançou 1,8%, enquanto as expectativas eram de alta de 1,6%.
Dólar
O dólar comercial teve queda de 1,13% nessa quinta-feira, terminando cotado a R$ 1,578 na venda, apagando, assim, a forte alta do dia anterior e alcançando a cotação mínima desde 2 de maio.
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A autoridade monetária realizou dois leilões no mercado à vista para a compra de dólares, com a primeira tendo se iniciado às 12h11 (horário de Brasília) e terminado às 12h16, com taxade corte aceita em R$ 1,5820. Já a segunda operação ocorreu das 15h52 às 15h57 e teve taxa aceita em R$ 1,5796.
Renda fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em leve viés de alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em outubro de 2011, registrou uma taxa de 12,25%, estável em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve leve alta de 0,35% em relação ao fechamento anterior, a 136,25% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País fechou em queda de 4 pontos-base, em 172 pontos.