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Após abrir o pregão em baixa, o Ibovespa conseguiu reverter a tendência e sustentar a alta observada na véspera, de olho nos dados domésticos referentes às atividade econômica. Amenizando seus ganhos durante a tarde, o índice fechou com tímida elevação de 0,19%, aos 64.340 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,05 bilhões.
A bolsa brasileira não acompanhou o mau humor em Wall Street, que viu seus principais índices acionários em queda, movidos pela decepção com o Relatório de Emprego. Na Europa, a notícia positiva de que a Grécia fechou acordo sobre sua dívida. O acordo para o recebimento da quinta parcela do resgate de € 110 bilhões permitiu o leve avanço dos índices europeus na sessão.
Destaques do pregão
As ações da Cemig tiveram forte alta de 4,11% após o anúncio de que sua subsidiária Taesa adquiriu “uma concessão e a participação em sociedade composta por quatro ativos de transmissão de energia elétrica do Grupo Abengoa”. Segundo nota enviada ao mercado na noite da última quinta-feira, a operação é consistente com a estratégia da companhia de crescimento de forma sustentável, agregando valor para os acionistas.
As ações da Brasil Foods partiram para seu segundo dia de queda consecutivo, recuando 1,68%, ainda pressionadas pela notícia de que a Rússia restringirá a importação de 85 frigoríficos brasileiros. A Ativa Corretora analisou que a companhia é quem mais deve sofrer o impacto do anúncio de embargo russo às carnes brasileiras, que entrará em vigor em 15 de junho, para as empresas brasileiras do setor.
PIB avança 1,3%
Por aqui, o mercado voltou os olhos para o resultado do PIB do primeiro trimestre do ano, que avançou 1,3% na comparação com o quarto trimestre de 2010. O consumo das famílias avançou apenas 0,8% e foi positivamente avaliado pelas analistas.
Para Guido Mantega, ministro da Fazenda, e Alexandre Tombini, presidente do BC, o resultado mostra que o Brasil está em um ciclo de crescimento sustentável. A expectativa é que a partir do segundo trimestre o crescimento seja mais moderado, refletindo as medidas de contenção à inflação.
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Ainda na agenda brasileira, o Dieese mostrou que a cesta básica subiu em 12 capitais pesquisadas em maio. Em São Paulo, o avanço foi de 1,66% no mês.
Taxa de desemprego nos EUA
Nos Estados Unidos, o Relatório de Emprego não agradou, levando o alerta em relação ao ritmo de recuperação da economia. O Employment Report apontou criação de 54 mil vagas de trabalho em maio, resultado bastante abaixo do projetado pelo mercado, cujas estimativas eram de 169 mil novos postos. Já a taxa de desemprego norte-americana subiu para 9,1% no mês passado, resultado que também veio pior que o esperado pelos analistas, que esperavam taxa de 9,0%.
Em contrapartida, o ISM Services registrou 54,6 pontos na passagem de abril para maio, resultado acima às projeções dos analistas, que indicavam para 53,3 pontos. Mesmo acima das projeções, a positividade do índice foi apagada pelo pessimismo com o Relatório de Emprego.
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Dólar
O dólar comercial registrou queda de 0,13%, terminando a semana cotado a R$ 1,576, queda de 1,56% em relação a semana anterior. A moeda registrou a menor cotação desde 2 de maio, quando também fechou a R$ 1,576. A autoridade monetária nacional realizou dois leilões no mercado à vista para compra de dólares.
Renda fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em leve viés de alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,50%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve leve alta de 0,08% em relação ao fechamento anterior, a 136,36% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País fechou em queda de 1 ponto-base, em 173 pontos.