Resumo Diário

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O início do dia parecia revelar uma tendência positiva para o Ibovespa, que chegou a subir 0,3%, mas ao longo do dia a pressão dos mercados internacionais se fez mais notória e o índice reverteu seu sinal. A queda foi ampliada ao final da tarde, fazendo com que o Ibovespa encerrasse com forte baixa de 1,98%, aos 63.067 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,98 bilhões.

As ações mais líquidas da bolsa brasileira, Petrobras e Vale tiveram um dia negativo e contribuíram para a baixa do índice, já que o peso de suas ações é muito grande na composição do Ibovespa. Além disso, vale mencionar que somente três ações terminaram o pregão no campo positivo.

Embora a agenda norte-americana não traga nenhuma referência de peso na sessão, o mercado ainda segue impactado pelo Relatório de Emprego da última sexta-feira, que veio bem pior do que as estimativas, trazendo à tona novas dúvidas em relação à recuperação da economia. A crise fiscal na Grécia ainda pressiona os índices acionários europeus, que novamente fecharam em queda.

Na última sessão o mercado se animou com o plano de reformas grego, mas a solvência de longo prazo segue em dúvida e o temor ainda existe. O Danske Bank acredita que ainda há muitas questões a serem esclarecidas e destaca que a Grécia está apenas postergando o problema.

Destaques do Pregão
As imobiliárias devolvem parte dos ganhos acumulados e ocupam a lista de maiores quedas do benchmark no pregão. Na semana passada, as imobiliárias foram o maior destaque de alta, diante da percepção de que a inflação começa a entrar em um ritmo de queda traz ventos mais favoráveis para esse setor.

As ações da Usiminas recuaram forte na sessão, após o anúncio de Wilson Brumer, no final de semana, de que não há negociação para aceitar o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, no bloco de controle da empresa. Brumer também ressaltou que o objetivo da CSN seria meramente um investimento financeiro, enquanto permitir um assento no conselho de administração a um competidor seria uma situação curiosa.

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Entre as maiores altas, ocupou a liderança a Brasil Ecodiesel, com variação positiva de 2,82%, cotada a R$ 0,73 por ação.

Agenda
Na agenda doméstica, pela manhã, o ICS, da Fundação Getulio Vargas, apresentou queda de 1,4% entre abril e maio de 2011, ao passar de 135,3 para 133,5 pontos.

Já o Boletim Focus mostrou que a expectativa do mercado é que o Copom promova uma elevação de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juro na sua reunião desta semana, para 12,25% ao ano. Os economistas promoveram nova redução na projeção para o resultado anual do IPCA, para 6,22%, mas mantiveram estáveis as projeções para o PIB em 2011, em 4% neste ano.

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Ainda na cena doméstica, o ICV da cidade de São Paulo teve forte desaceleração em maio, passando de 0,80% em abril para 0,04% no mês passado.

Dólar
O dólar comercial terminou a segunda-feira em alta de 0,44%, cotado a R$ 1,583 na venda, refletindo a divulgação do relatório Focus e os tradicionais leilões de compra de dólar do Banco Central, que realizou a operação das 15h47 (horário de Brasília) às 15h52, contando com taxa de corte aceita em R$ 1,5806.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em outubro de 2011, registrou uma taxa de 12,28%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve leve queda de 0,03% em relação ao fechamento anterior, a 136,32% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou estável, em 173 pontos.