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Após um começo de dia instável, o Ibovespa conseguiu se firmar no campo positivo durante a tarde, chegando a subir 1,2% no intraday, mas fechou a quinta-feira (9) com alta mais amena, de 0,69%, ficando cotado aos 63.468 pontos. Avaliando uma agenda cheia, mas sem grandes surpresas no campo doméstico, o índice acompanhou a recuperação das bolsas internacionais, com o Dow Jones registrando sua primeira alta após seis pregões de queda. O giro financeiro foi de R$ 5,33 bilhões.
Contribuindo para o movimento positivo do Ibovespa, as ações mais líquidas da bolsa registraram significativas altas na sessão, devolvendo parte das perdas acumuladas recentemente. Petrobras e Vale ajudaram na alta do Ibovespa.
Mesmo com indicadores ruins, as bolsas dos EUA seguem em alta, amparadas pelo bom desempenho das ações do setor bancário. A manutenção das taxas de juros na Zona do Euro e a posição de o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, dizendo que é contra a reestruturação da dívida e contra qualquer movimento que não seja voluntário, foram os destaques na Europa, que viu suas bolsas se recuperando das pressões de baixas nos últimos pregões.
A agência de classificação de risco Moody’s mostrou ceticismo sobre uma participação voluntária de investidores para uma eventual reestruturação da dívida externa grega. Segundo notícia da Bloomberg, o diretor geral de risco soberano da agência, Bart Oosterveld, deixou claro que um default da Grécia poderá trazer implicações para as notas de crédito de Portugal e Irlanda.
Destaques do Pregão
A JBS liderou os ganhos do Ibovespa, subindo 3,85% no pregão, corrigindo as quedas recentes. A possibilidade de recusa da fusão entre Sadia e Perdigão pode encorajar concorrentes, como a JBS, a buscar novas aquisições.
Novamente liderando as perdas do dia, as ações da Brasil Foods ainda sentem o impacto de uma possível rejeição do Cade sobre a fusão entre Sadia e Perdigão e recuaram 3,21%. Amparado pela lei brasileira anti-truste, o relator Carlos Ragazzo, foi contra a fusão, mas o processo ainda não está encerrado, dado que o conselheiro Ricardo Ruiz pediu vistas do processo. A decisão final ocorrerá somente em 15 de junho. Porém, as chances de recusa crescem e o mercado segue com o clima de aversão ao risco.
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Agenda cheia
Por aqui, a reunião do Copom, encerrada na última quarta-feira à noite, não surpreendeu o mercado e resultou em um aumento de 0,25% na taxa básica de juro, levando a Selic para 12,25% ao ano. Já o IGP-M revelou deflação de 0,09% na primeira prévia de junho, 0,79 ponto percentual menor que aquele do mesmo período de maio.
Por sua vez, o IPC-Fipe indicou queda da inflação ao marcar taxa de 0,05% na primeira quadrissemana de junho. Como comparação, no mesmo período de maio, o índice havia registrado taxa de 0,64%.
Nos EUA, o nível dos estoques no atacado avançou 0,1 ponto percentual abaixo do esperado por analistas em abril, enquanto o déficit na balança comercial caiu de US$ 46,8 bilhões para US$ 43,7 bilhões entre março e abril, enquanto as projeções eram de déficit de US$ 48,7 bilhões. Já o número de pedidos de auxílio-desemprego foi 4 mil a mais do que o previsto na última semana.
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Enquanto isso, na Europa, o BCE mais uma vez decidiu não alterar a taxa básica de juro na Zona do Euro, atualmente em 1,25% ao ano. No entanto, Trichet sinalizou para uma elevação na taxa básica de juro em julho, ao afirmar que o banco precisa manter “forte vigilância” em relação ao comportamento da inflação.
Ainda no velho continente, o comitê de política monetária do BoE anunciou a manutenção tanto da taxa básica de juro em 0,5% ao ano, quanto do programa de compra de ativos em £ 200 bilhões, conforme esperado pelo mercado.
Dólar
Em mais uma sessão em que se manteve no campo positivo durante todo o intraday, o dólar comercial chegou ao seu segundo dia seguido de alta, apesar do bom humor instaurado no mercado, fechando esta quinta-feira cotado na venda a R$ 1,589 – apreciação de 0,38%.
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Ainda por aqui, o Banco Central manteve seus leilões de compra de dólares no mercado à vista, realizando um leilão entre às 15h34 (horário de Brasília) e às 15h39, com taxa de corte aceita em R$ 1,5886.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros futuros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,40%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve leve queda de 0,03% em relação ao fechamento anterior, a 136,30% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País fechou com queda de 5 pontos-base, em 171 pontos.