Resumo diário

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Com o clima de tensão cada vez mais gritante na Zona do Euro e diante de uma quarta-feira (15) escassa de referências domésticas, o Ibovespa recuou 0,97% e fechou aos 61.603 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,609 bilhões.

A trajetória acompanha o movimento das principais bolsas internacionais, que foram influenciadas negativamente pelo aumento das tensões políticas na Grécia, que coloca em xeque a aprovação do pacote de austeridade que permitirá nova rodada de auxílio ao país. A aversão ao risco derrubou os índices acionários na Europa e nos EUA.

Destaques no Pregão
Na ponta vendedora, tanto as ações da Sabesp quanto da Cosan apresentaram desvalorização de 4,05%, fechando cotadas a R$ 45,00 e R$ 23,70, respectivamente.

Sobre a Cosan, a Moody’s anunciou na última terça-feira que colocou em revisão com perspectiva positiva os ratings de notas de dívida da companhia, equivalentes a US$ 700 milhões. Segundo comunicado da agência de classificação de risco, a revisão é uma decorrência do anúncio de que a joint-venture com a Shell – a Raízen – tornou-se efetiva a partir de primeiro de junho.

As imobiliárias também recuaram no pregão, a exemplo de Brookfield, Rossi, Gafisa, Cyrela e MRV. Segundo o Citi, as ações do setor de construção civil registram forte desvalorização por conta dos efeitos da política de aperto monetário, o que deve terminar em breve.

A Telesp ficou com o posto de melhor desempenho do Ibovespa no dia. Suas ações subiram 1,78% e encerraram o pregão cotadas a R$ 44,50. Vale mencionar, no entanto, que esses papéis chegaram a cair mais de 2% no intraday.

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Já as ações da Brasil Foods amenizaram os ganhos durante a tarde e fecharam com leve alta 0,2%, depois de terem subido mais de 4,7% pela manhã, após ter sido postergada a decisão do Cade sobre o processo de fusão entre Sadia e Perdigão. Iniciado há uma semana, o julgamento foi interropido com o pedido de vistas do conselheiro Ricardo Ruiz logo após o relator Carlos Ragazzo registrar voto contrário à fusão.

Agenda
No Brasil, a agenda não trouxe muitas referências. O Banco Central divulgou o IBC-Br, que apresentou o queda na atividade econômica, com expressiva baixa de 1,18% na passagem de março para abril, marcando 147,06 pontos, na série sem ajuste sazonal.

Nos EUA, a agenda de indicadores foi farta. Em maio, o CPI registrou inflação de 0,2%, resultado acima das projeções do mercado, que apontavam para uma taxa de 0,1%. No mesmo mês, a produção industrial norte-americana mostrou avanço de 0,1%, resultado levemente abaixo das expectativas dos analistas. No mesmo período, a capacidade utilizada foi de 76,7%, em linha com as projeções do mercado. Já em Nova York, a produção industrial alcançou 7,8 pontos negativos.

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Por fim, os estoques de petróleo nos Estados Unidos recuaram 3,4 milhões barris na semana encerrada no dia 10 de junho de 2011, na comparação com a semana anterior.

Dólar
O dólar comercial teve alta de 1,14% nessa quarta-feira, terminando cotado a R$ 1,60, acompanhando a piora no humor externo. A autoridade monetária realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h54 (horário de Brasília) e as 15h59 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5985.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros futruros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em outubro de 2011, registrou uma taxa de 12,30%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve leve queda de 0,04% em relação ao fechamento anterior, a 136,29% do valor de face.

Já o indicador de risco-País subiu 14 pontos-base, fechando em 173 pontos.