Resumo diário

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O Ibovespa foi fortemente penalizado pela virada nas bolsas norte-americanas na sessão desta quinta-feira (17). Acompanhando as divulgações nacionais, o índice manteve-se no campo positivo durante a manhã, mas depois do fechamento das bolsas europeias, os índices dos EUA começaram a registrar perdas. O clima de tensão se estendeu até aqui, contaminando o mercado acionário, que viu o Ibovespa recuar 1,17% e atingir 60.808 pontos, menor patamar desde 20 de maio de 2010. O giro financeiro foi de R$ 5,64 bilhões.

A crise grega continua a preocupar os investidores, visto que a situação interna do país deteriorou bastante nos últimos dias, com paralisações e problemas no âmbito político, levando o primeiro ministro George Papandreou a anunciar a reformulação do governo com a formação de um novo gabinete na noite anterior. Assim, as bolsas europeias recuaram no pregão.

Segundo a opinião de Adriano Moreno, analista da Futura Investimentos, há uma aceleração de vendas na bolsa no curto prazo. Para ele, o desempenho deste pregão ficou pautado principalmente no cenário externo, além disso, os investidores já antecipam o vencimento de opções sobre ações, que será na próxima segunda-feira (20). “Com a perda do nível de suporte, em 61.500 pontos, o Ibovespa pode cair até 60 mil pontos”, disse Moreno.

Destaques do Pregão
A B2W foi a mais penalizada do índice neste pregão. A ação despencou 4,35% no dia, atingindo a cotação de R$ 20,24. A MRV também foi duramente pressionada, se destacando dentre as imobiliárias ao perder 3,71% do seu valor, caindo para R$ 13,50.

Já na ponta positiva, destaque para as ações da Sabesp, que ocupam o lugar de maior destaque entre as altas diárias ao subir 3,33%, ficando em R$ 46,50. As ações do setor elétrico também fecharam no campo positivo, com destaque para a Copel  e a Light, que subiram 2,84% e 1,95%, respectivamente, fechando aos R$ 41,60 e R$ 28,80, nessa mesma ordem.

Agenda
O documento mais aguardado do dia, a ata do Copom repetiu o tom das últimas divulgações e apontou um processo de ajuste “gradual” na política monetária brasileira. O IPC-S voltou a recuar, mostrando taxa de 0,02% na segunda semana de junho, variação 0,34 ponto percentual menor que a registrada na semana anterior.

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Nos Estados Unidos, os indicadores vieram positivos em geral. O Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio desemprego semanalmente, registrou 414 mil novas solicitações na última semana, resultado melhor que as expectativas dos analistas, que esperavam 421 mil pedidos.

Além disso, o déficit de conta corrente norte-americano mostrou avanço para US$ 119,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, contudo, ficou abaixo do teto estimado por analista, de US$ 130 bilhões. Por sua vez, o Housing Starts, registrou 560 mil casas em início de construção nos EUA no resultado anualizado de maio, superando os 540 mil imóveis esperados.

Já a atividade industrial na região da Filadélfia ficou bem pior que o esperado pelo mercado em junho ao marcar 7,7 pontos negativos no período, ante expectativa de 7,0 pontos positivos para o resultado deste mês.

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Dólar
Em mais um dia de instabilidade no mercado, o dólar comercial manteve-se firme no campo positivo e fechou em alta pelo segundo dia seguido, ficando cotado a R$ 1,610 na venda – variação positiva de 0,63%. O Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h34 e às 15h39 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,6125.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros futuros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,39%, estável em relação ao fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve leve alta de 0,02% em relação ao fechamento anterior, a 136,31% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País subiu 3 pontos-base, fechando em 176 pontos.