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Apesar de mais um dia de forte otimismo nos mercados internacionais, o Ibovespa operou por boa parte do dia no campo negativo. Contudo, nos minutos finais de negociação, o índice reverteu sua trajetória e conseguiu chegar ao seu quarto fechamento positivo consecutivo, registrando nesta quinta-feira (30) leve alta de 0,11%, ficando nos 62.403 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,640 bilhões.
Apesar dessa sequência de altas, o índice de ações da bolsa brasileira não conseguiu reverter sua trajetória mensal, fechando junho com queda de 3,43%, sendo sua terceira queda mensal consecutiva. Com isso, o Ibovespa fechou o segundo trimestre do ano com declínio de 9,01%, totalizando perdas de 9,96% no acumulado em 2011.
Em dia que marcou o fim oficial do QE2, programa do governo norte-americano que foi responsável por injetar US$ 600 bilhões no mercado através da recompra de Treasuries, o destaque ficou mais uma vez com a Grécia, tendo em vista a aceitação do parlamento local, em segundo turno, das medidas de corte de gastos públicos a fim de viabilizar uma nova rodada de auxílio ao país. O fato foi bem recebido pelo mercado estrangeiro, resultando em fortes altas nas bolsa da Europa e de Wall Street.
Destaques do pregão
A Petrobras viu suas ações ordinárias e preferenciais fecharem em alta de 1,94% e 1,45%, respectivamente, ficando cotadas a R$ 26,25 e R$ 23,72, nessa mesma ordem, refletindo o anúncio de mais descobertas. A ANP publicou nesta quinta em seu site que foi notificada pela estatal sobre indícios de petróleo e gás em mais dois poços marítimos na Bacia de Santos, os quais possuem profundidades médias estimadas em 5.524 metros e em 4.281 metros.
Além disso, o grupo inglês BG Group informou que dobrou suas estimativas de recursos e reservas totais na área do pré-sal da Bacia de Santos, incluindo em poços operados pela Petrobras.
Já na ponta negativa, destaque para os papéis do setor imobiliário, como Brookfield, Cyrela e MRV, que figuraram entre as maiores perdas do índice na sessão.
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Agenda
No Brasil, a pesquisa de sondagem industrial da FGV revelou recuo de 2,5% na confiança da indústria entre maio e junho, na sexta queda consecutiva no ano. Ainda no front doméstico, o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 7,506 bilhões durante o mês de maio, mostraram dados divulgados pelo Banco Central.
Nos EUA, foram registrados 428 mil novos pedidos de auxílio desemprego na semana que termina em 25 de junho, enquanto as expectativas giravam em torno de 420 mil novas solicitações. Já a atividade industrial na região de Chicago foi melhor do que esperada pelo mercado em junho.
Dólar
O dólar comercial registrou sua quarta queda consecutiva, fechando cotado a R$ 1,562 na venda, igualando seu menor patamar desde 4 de agosto de 2008. Com isso, a moeda fechou o mês com queda de 1,14%. Já no trimestre, a desvalorização da divisa norte-americana foi de 4,23%, enquanto no ano o total depreciado foi de 6,24%.
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Renda fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,69%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,11% em relação ao fechamento anterior, a 136,21% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em queda de 5 pontos-base, aos 148 pontos.