Resumo Diário

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Na contramão dos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (22) em alta de 0,89%, a 68.325 pontos – maior patamar desde 6 de agosto. Puxado pelos papéis da Vale, o principal índice da bolsa brasileira registrou neste dia um volume financeiro de R$ 7,43 bilhões.

Mantendo a tendência dos últimos dias, os papéis da Petrobras voltaram a chamar atenção – desta vez na ponta vendedora. Nesta quarta terminou o prazo de reservas para pessoas não-vinculadas e que desejem participar da oferta primária de ações da companhia por meio da oferta de varejo. Encerrou-se também o prazo para adesão aos fundos de investimentos em ações dentro da oferta.

As ações da Vale despontaram entre as principais altas do Ibovespa nesta quarta, em meio a um noticiário agitado envolvendo a mineradora e alta das ações do setor na Europa.

Agenda
O estoque das operações de crédito registrou expansão de 2,2% em agosto na passagem mensal, acumulando a cifra de R$ 1,582 trilhão. 

Segundo dados do ICC (Índice de Confiança do Consumidor) divulgados pela FGV, a confiança do consumidor apresentou alta de 0,7% entre agosto e setembro, passando de 120,9 pontos para 121,7 pontos.

Nos EUA, os preços dos imóveis caíram 3,3% em julho frente ao mesmo mês do ano passado, recuo maior que o esperado pelo mercado, de 0,2%, completando um ciclo de oito quedas consecutivas.

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Os novos pedidos à indústria da Zona do Euro registraram queda de 2,4% durante o mês de julho, tomada a passagem mensal, enquanto o BoE (Bank of England) publicou a minuta de sua última reunião, mostrando que não foi descartada a possibilidade de adoção de ainda mais estímulos à economia.

Dólar
Após ter recuado mais de 0,8% no começo da manhã, o dólar comercial foi ganhando forças ao longo do dia, apoiado em novas intervenções do Banco Central no mercado cambial e na rodada de indicadores econômicos negativos. Com isso, a moeda fechou esta quarta-feira com leve alta de 0,17%, sendo cotada na venda a R$ 1,721. Como tem sido comum, o Banco Central do Brasil atuou duas vezes comprando dólares no mercado.

Ainda sobre essas intervenções, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que quem vai gerenciar as compras de dólares a serem realizadas pelo Fundo Soberano Brasileiro será o Banco Central. O ministro afirmou ainda que o governo deve tomar cuidado para evitar exageros na hora de intervir no mercado cambial. “Não é que a gente impede a valorização. A gente impede excessos de valorização”, explicou.

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Dados divulgados pelo BC pela manhã mostraram que foram adquiridos em setembro US$ 5,874 bilhões no mercado de cambial à vista até o dia 17 – o que já é a maior compra mensal desde outubro de 2009.

O fluxo cambial acumulado até o dia 17 de setembro mostrou que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 11,135 bilhões, atingindo o maior saldo (no comparativo com os meses cheios) desde outubro de 2009, quando ficara positivo em US$ 13,106 bilhões.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, fechou com taxa de 10,67%, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável a 137,65% do valor de face.

O Risco-País registrou variação negativa de 2 pontos-base em relação ao fechamento anterior, fechando em 209 pontos-base.