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Apesar das oscilações sofridas ao longo do pregão, o Ibovespa conseguiu manter o ritmo que vinha sendo traçado desde o início da semana e encerrou esta sexta-feira (27) com avanço de 0,31%, aos 64.294 pontos, chegando ao seu quarto dia de alta consecutivo. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 4,79 bilhões.
O índice brasileiro tirou o atraso e devolveu parte das perdas acumuladas nas últimas semanas. No período de 23 a 27 de maio o benchmark subiu significativos 2,71%, consolidando a maior alta semanal desde a terceira semana de fevereiro. No pregão, o índice acompanhou o bom humor dos mercados europeu e norte-americano. Além disso, a exemplo do dia anterior, blue chips com forte peso no índice, como Petrobras e Vale fecharam em alta nesta sessão, impulsionando o movimento do Ibovespa.
Destaques do pregão
Entre as maiores altas, estão as ações da OGX, que subiram após a empresa informar que vai se capitalizar em US$ 2,563 bilhões, com a emissão de títulos de dívida. Os títulos terão vencimento em 1º de junho de 2018, com juros de 8,5% ao ano e serão disponibilizados somente para investidores residentes nos EUA.
Entre as baixas do dia, o setor de varejo foi um dos mais penalizados, com o exemplo de Hypermarcas, que também é destaque de queda semanal, Lojas Americanas e B2W.
No Brasil, preocupação com inflação
No front doméstico, os investidores acompanharam o INA da indústria paulista, que apontou alta de 0,6% em abril em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.
Preocupado com a inflação, o ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou que a partir do segundo trimestre deste ano, a economia brasileira poderá apresentar desaceleração no seu crescimento, com taxas próximas às projeções do Governo, de 4,5% do PIB. “Não é para parar de crescer, mas para crescer moderadamente”, avaliou o ministro.
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Agenda externa
Se por aqui o dia foi fraco para as referências econômicas, o mesmo não pode ser dito no mercado norte-americano. A agenda do país veio repleta de indicadores. A renda pessoal (Personal Income) subiu 0,4% no mês de abril, em linha com as expectativas do mercado, enquanto os gastos pessoais (Personal Spending) ficaram abaixo do esperado com um avanço de 0,4%, também no mês passado.
A confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan, referente ao mês de maio, ficou acima das projeções, enquanto o núcleo do PCE, indicador de inflação bastante utilizado pelo Fed, veio em linha com as expectativas em abril. Por fim, o Pending Home Sales, que registra o número de vendas de imóveis pendentes, teve variação negativa de 11,6%.
Dólar
Com forte queda de 0,99%, o dólar comercial fechou cotado na venda a R$ 1,601, acumulando na semana uma desvalorização de 0,87%. A moeda norte-americana também registrou queda em relação às principais divisas do mundo, refletindo as referências predominantemente favoráveis da agenda econômica. O BaCen voltou a realizar dois leilões para compra de dólares no mercado à vista. Além disso, ele declarou que sondará o mercado na segunda-feira a respeito de um possível leilão de contratos de swap cambial reverso, a ser realizado no dia seguinte.
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Renda fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam com viés de baixa no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,54%, 0,03 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve forte queda de 1,72% em relação ao fechamento anterior, a 134% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou estável, encerrando o dia em 173 pontos.