Resumo Diário

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Após passar por um pregão negativo na véspera, o Ibovespa acompanhou o otimismo no cenário internacional e voltou a subir, fechando esta terça-feira (31) aos 64.620 pontos, uma alta de 1,04%. Apesar da alta, o índice fechou o mês de maio com perdas de 2,29% – levando assim o acumulado anual para -6,76%. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,78 bilhões.

Os principais índices acionários europeus também conseguiram se recuperar e apresentaram elevação no dia, apoiados pela esperança de que a Grécia poderá evitar uma reestruturação de sua dívida, o que impulsionou as ações do setor bancário. O menor pessimismo com o país também teve reflexos positivos em Wall Street, ainda que o noticiário econômico nos EUA não tenha agradado.

Destaques do Pregão
Na parte dos ganhos, destaque para a ação ON da Usiminas, que subiu 4,97% no pregão. A Gerdau também subiu forte na sessão, assim como sua controladora, a Metalúrgica Gerdau. A MMX Mineração também apareceu na ponta compradora.

Na ponta vendedora, as ações PNA do Grupo Pão de Açúcar são as mais penalizadas no pregão. A queda é causado pelo fato de, na véspera, a Casino – que divide o bloco de controle do Pão de Açúcar com a família Diniz – ter informado que abriu um pedido de arbitragem contra o Grupo Diniz na ICC, em resposta aos rumores de que a familia Diniz estaria buscando uma fusão com o Carrefour no País. No final do dia, Abílio Diniz enviou um comunicado ao mercado afirmando que não descumpriu o acordo de acionistas, e que ainda não foi notificado pela Casino.

Agenda
A Nota de Política Fiscal do Banco Central mostrou que o setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 18,053 bilhões durante o mês de abril.

A produção industrial brasileira teve queda de 2,1% entre março e abril, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, divulgada pelo IBGE. Já a FGV mostrou que a confiança da indústria caiu 1,2% na passagem de abril para maio, com o ICI passando de 111,2 pontos para 109,9 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.

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A agenda norte-americana não se mostrou das mais favoráveis. O relatório da S&P apontou que os preços dos imóveis no país caíram 3,61% em março, na base de comparação anual, frente à previsão de queda de 3,40%.

Destaque também para o Chicago PMI, apontando que no mês de maio a atividade industrial na região de Chicago ficou aquém das expectativas, com 56,6 pontos contra 62,5 pontos projetados. Por fim, a confiança do consumidor também decepcionou, com 60,8 pontos conta a previsão de 66,3 pontos, também com referência ao mês de maio.

Dólar
O dólar comercial teve sua quarta baixa consecutiva nesta terça-feira, terminando cotado a R$ 1,58 na venda – uma desvalorização de 0,82% em relação ao fechamento anterior -, mas garantindo que a moeda terminasse o mês de maio com alta de 0,45%.

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A autoridade monetária voltou a realizar dois leilões para compra de dólares no mercado à vista. A primeira operação teve início às 12h09  e término às 12h14, com taxa aceita em R$ 1,5825. Já a segunda operação se estendeu das 15h13 às 15h18. A taxa aceita ficou em R$ 1,578.

Renda fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em baixa. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,33%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira. 

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve leve alta de 0,10% em relação ao fechamento anterior, a 136,30% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País fechou estável, encerrando o dia em 173 pontos.