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Destoando do clima instável em Wall Street e na Europa, o Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (4) em alta pelo quinto pregão consecutivo, subindo 0,63%, para 69.703 pontos – sua maior pontuação desde 19 de janeiro deste ano. A performance do índice foi influenciada pelo aumento do rating brasileiro pela Fitch e pela valorização das ações preferenciais classe A da Vale. Em um dia de giro financeiro modesto (R$ 5,80 bilhões), o benchmark chegou a apresentar máxima de 69.787 pontos no intraday, alta de 0,75%.
A agência de classificação de risco Fitch elevou pela manhã o rating do Brasil para ‘BBB’ em moeda local e estrangeira, com perspectiva estável frente à “positiva” anterior. Segundo a Fitch, a revisão da nota em um degrau reflete a percepção da agência de que houve aumento do crescimento potencial do País para a faixa entre 4% e 5%, o que contribui para uma situação fiscal confortável no médio prazo e para a posição líquida externa, que por sua vez amplia a capacidade do País de absorver choques externos.
Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a elevação evidencia “o reconhecimento de que economia brasileira está cada vez mais sólida e não apresenta riscos, sendo bem avaliada inclusive pelas agências de rating”. “O governo vai continuar fazendo medidas para conter o excesso de dólares”, disse.
A sessão foi marcada ainda pela fraca agenda de indicadores no plano internacional, com os investidores atentos ao tema inflação. Nesta sessão, o relatório Focus do Banco Central mostrou que a expectativa para o IPCA aumentou tanto na visão mensal como na anual. Já as previsões para a taxa Selic foram mantidas.
Destaques do Pregão
Quem novamente figurou na ponta positiva do Ibovespa foi a ação ordinária da Marfrig, que tiveram seu quinto dia consecutivo de ganhos. Os papéis ganham impulso por conta da divulgação dos resultados e do guidance para 2011 na última semana.
Outra ação que ganhou destaque na ponta da compra, mas pelo volume, foi a Vale. Os papéis preferenciais classe A da mineradora iniciaram um rali de alta por volta das 15h00, deixando para trás a barreira dos R$ 47,50 e fechando o dia em R$ 48,24, com giro financeiro passando de R$ 1 bilhão. Enquanto isso, as ações preferenciais da Petrobras tiveram o segundo maior volume registrado, marcando R$ 387 milhões.
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Apesar da ponta vendedora do Ibovespa ter sido dominada pelos ativos da AmBev, os bancos também tiveram um dia de fortes perdas, na expectativa por novas medidas do Banco Central para conter a valorização do real frente ao dólar. As quedas mais acentuadas do setor ficaram por conta de Itaú Unibanco e Santander Brasil.
Vale lembrar ainda que o dia contou com a divulgação do saldo do investidor estrangeiro no segmento Bovespa, que ficou negativo em R$ 1,771 bilhão em março deste ano, segundo dados publicados pela bolsa paulista.
Noticiário
O dia também contou com o resultado do IPC-S, sendo que na última semana de março o índice registrou aceleração em quatro das sete capitais pesquisadas pela FGV, enquanto três capitais apresentaram desaceleração. Em Brasília houve o maior acréscimo.
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Ainda por aqui, aumenta o clima de cautela após rumores de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, considere uma nova rodada de medidas para conter a alta do real frente ao dólar no início desta semana. Segundo notícias publicadas durante o final de semana, citando fontes oficiais não identificadas do ministério da Fazenda, Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, devem conversar para discutir o cenário econômico.
Dólar
Após chegar a subir 0,43% durante a manhã – quando bateu sua máxima de R$ 1,619 -, o dólar comercial foi perdendo forças no decorrer desta segunda-feira (4), refletindo a elevação do rating brasileiro, fechando com queda de 0,19%, cotado na venda a R$ 1,609, igualando a mínima alcançada em 8 de agosto de 2008.
O Banco Central manteve seus leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista, realizando dois deles nesta segunda-feira. O primeiro ocorreu por volta das 12h30 (horário de Brasília), com taxa de corte aceita em R$ 1,615. Já a segunda operação aconteceu entre as 15h52 e as 15h57, com taxa aceita em R$ 1,6095.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência e com modestas oscilações. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,17%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,15% em relação ao fechamento anterior, a 134,33% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve variação positiva de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.