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O Ibovespa perdeu força no final do pregão, mas conseguiu sustentar sua sexta alta consecutiva, fechando esta terça-feira com valorização de 0,19%, aos 69.837 pontos – renovando a maior pontuação desde 19 de janeiro deste ano. Em um dia de melhora no giro financeiro (R$ 7,03 bilhões), o benchmark chegou a apresentar máxima de 70.046 pontos no intraday, alta de 0,49%. Vale pontuar que a última vez em que o Ibovespa engatou um rali de seis altas consecutivas foi na passagem de 2010 a 2011, entre os dias 28 de dezembro e 5 de janeiro.
A pressão no final do dia veio após a divulgação da ata da última reunião do Fomc, nos Estados Unidos, que também pesou negativamente sobre os mercados de Wall Street. Além disso, o índice também teve sua valorização pressionada na última hora de negociações por conta da acentuação na queda das ações da Petrobras – que têm grande peso no Ibovespa.
A ata da última reunião do Fomc apontou que a recuperação da economia dos Estados Unidos segue melhorando em ritmo “moderado”, com uma evolução gradual nas condições do mercado de trabalho. O documento mostrou ainda certa discordância entre os membros da autoridade monetária norte-americana sobre as políticas de estímulo à economia – enquanto alguns acreditam que a estratégia de saída deve começar a ser executada ainda este ano, outros membros afirmam que as medidas de incentivo devem continuar e se estender “para depois de 2011”.
Destaques do pregão
O principal destaque positivo do Ibovespa ficou com as ações Gafisa ON. Outra imobiliária, a Brookfield, vem logo atrás e ocupa o posto de segunda maior alta do índice. A MRV também desponta no ranking de ações de melhor performance no dia.
No noticiário corporativo, o centro das atenções da sessão ficou com a Vale, com a definição do nome para a sucessão de Roger Agnelli – Murilo Ferreira foi indicado pelos acionistas controladores para o posto, desbancando Tito Martins. A decisão agora deve ser submetida à aprovação pelo Conselho de Administração da companhia.
Segundo o Citi, o executivo deverá equilibrar o atual plano de investimentos da Vale com projetos domésticos de preferência do Governo, como em siderurgia ou energia. Na véspera, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a Vale deve ser “mais alinhada” com os interesses do governo e contribuir mais com o País, ampliando os temores de interferência do Estado na mineradora.
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China e Europa
Outras referências deste pregão ficaram com a China e com os novos temores em relação a crise das dívidas na Europa. As autoridades chinesas elevaram o juro básico no país, como mais uma medida de contenção da pressão inflacionária.
Já na Europa, Portugal teve seu rating rebaixado em três níveis mais uma vez, agora pela Moody’s, de A3 para Baa1. Também esteve em foco por lá a expectativa pela reunião do BCE nesta semana, que deve trazer uma elevação do juro básico na Zona do Euro pela primeira vez em três anos.
Agenda interna
Falando de agenda, o IPP da indústria de transformação aumentou e registrou variação de 0,60% em fevereiro, resultado 0,20 ponto percentual superior ao registrado em janeiro (0,40%). Esta é a primeira divulgação deste índice, que visa medir a evolução dos preços de produtos na fábrica, sem a influência de impostos e fretes.
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Além disso, o preço da cesta básica de São Paulo registrou aumento de 2,45% no mês de março, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese.
Vale ressaltar ainda que, na véspera, o CMN anunciou a exigência de câmbio simultâneo para operações de renovações, repactuação e assunção de empréstimos externos, com o objetivo de complementar a elevação da alíquota do IOF em empréstimos externos com prazo inferior a 1 ano, anunciada na semana passada.
Dólar
Após subir 0,44% na abertura do mercado, o dólar comercial foi perdendo forças no decorrer do dia, alternando entre perdas e ganhos até o final das negócios. No fim, a moeda norte-americana fechou estável a R$ 1,609 na venda, mantendo-se na menor cotação desde 8 de agosto de 2008. As novas medidas do governo brasileiro contra a apreciação do real e o noticiário internacional movimentado deram o tom dos negócios nesta terça-feira.
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O Banco Central voltou a realizar duas rodadas de leilões de compras de dólares no mercado à vista.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,23%, 0,07 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,05% em relação ao fechamento anterior, a 134,26% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.