Resumo Diário

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Depois de atravessar uma manhã volátil e intensificar as perdas ao longo da tarde, o Ibovespa engatou um rali na última hora de pregão nesta quinta-feira e fechou em ligeira alta de 0,20%, aos 69.176 pontos, devolvendo parte das perdas da véspera e com giro financeiro de R$ 6,15 bilhões. A alta do indicador se deu apesar da baixa de importantes blue chips, como Petrobras e Vale.

O movimento do índice aconteceu na contramão da performance negativa dos mercados em Wall Street e na Europa, influenciados pelo novo terremoto que atingiu o Japão nesta manhã e a elevação dos juros na Zona do Euro pelo BCE. Embora amplamente esperada, a decisão da autoridade monetária do Velho Continente deixa no mercado a percepção de que outras economias centrais, como os EUA, também estão prestes a dar início a um ciclo de aperto monetário com objetivo de combater a alta dos preços.

E por falar em preços, o mercado avaliou por aqui o resultado acima do esperado do IPCA de março. Cabe destacar ainda que os investidores repercutiram nesta sessão as novas medidas de controle no mercado cambial anunciadas na noite passada. O dólar comercial ignorou a extensão do prazo de vencimento das captações de empréstimos no exterior sujeitas à tributação por IOF de 6% e terminou a quinta-feira cotado a R$ 1,584 na venda, queda de 1,86% em relação ao fechamento anterior e em seu menor patamar desde 6 de agosto de 2008.

Próximo ao fechamento da sessão desta quinta-feira, o mercado recebeu a notícia de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fará outro anúncio, às 18h30. Não se sabe o teor do pronunciamento, mas pela manhã Mantega declarou que o governo poderia adotar medidas para conter inflação no setor de serviços.

Destaques do Pregão
Assim como na véspera, a Cosan foi a ação de pior performance do índice. O investidor ainda repercute as notícias de transferência do controle e da fiscalização do etanol para a ANP. Também pressionou o desempenho dos papéis o rumor de taxação das exportações do produto. Fora do Ibovespa, outra empresa que observou desvalorização diante de tais notícias é a São Martinho.

Noticiário
Falando nos EUA, duas questões ganharam grande repercussão nesta quinta-feira por lá: as discussões em torno da votação do orçamento do governo e o resultado melhor que o esperado do Initial Claims, dando força à melhor percepção dos investidores sobre a situação do mercado de trabalho no país.

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O mercado repercutiu também a oficialização do pedido de ajuda financeira vindo de Portugal. Como maiores detalhes não foram divulgados, o mercado trabalha com uma projeção de que o suporte financeiro prestado ao país pela Comissão Europeia ficará em torno de € 80 bilhões.

No plano interno, a sessão foi marcada pela divulgação de indicadores de inflação. Além do IPCA, o mercado também tomou conhecimento da medição de março do IGP-DI. O indicador mais uma vez apontou queda do ritmo da inflacionário ao marcar taxa de 0,61% em março. No sentido oposto, o INPC apontou uma maior alta nos preços, com inflação de 0,66% no mês passado.

Dólar
O dólar comercial voltou a cair, terminando a quinta-feira cotado a R$ 1,584 na venda, queda de 1,86% em relação ao fechamento anterior e o menor preço da moeda desde 6 de agosto de 2008. A variação foi também a maior queda desde 10 de junho de 2010, quando a divisa norte-americana caiu 2,06%.

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O Banco Central voltou a interferir no mercado, ao comprar dólares no mercado à vista. O BC realizou duas operações, sendo que a primeira iniciou-se às 12h03 e teve término às 12h08, contando com uma taxa de corte de R$ 1,5944, e a segunda, ocorreu entre às 15h33 e 15h38, com uma taxa de corte R$ 1,5855.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam com modestas oscilações e taxas praticamente estáveis. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,23%, estável.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,05% em relação ao fechamento anterior, a 134,10% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País teve variação positiva de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 163 pontos.