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Em um dia fortemente marcado pelo clima de aversão ao risco nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira em queda de 1,86%, aos 66.896 pontos. O recuo do índice foi impulsionado pela desvalorização de importantes blue chips como a Petrobras e a Vale. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,76 bilhões.
Com o mercado na expectativa de um acordo de cessar-fogo na Líbia e com a recomendação do Goldman Sachs de que seus clientes se desfaçam das posições em contratos futuros de petróleo com vencimento em dezembro, dada a projeção de recuo dos preços, a cotação do barril do petróleo fechou esta terça-feira em baixa tanto em NY quanto em Londres.
Assim, os papéis das principais petrolíferas do globo sofreram desvalorização no pregão. As ações ON da Petrobras se destacaram com a quinta maior baixa do Ibovespa neste dia. Outra grande blue chip, a Vale, também recuou forte, perto dos 2%.
Somente quatro ações do índice escaparam das perdas: CPFL Energia, Lojas Renner, Telesp e também os papéis ordinários da TIM.
Japão
A crise nuclear no Japão voltou a pressionar os mercados nesta terça-feira. Além do país ter registrado novos tremores de terra nas últimas horas, a agência nuclear japonesa elevou o incidente na usina de Fukushima Daiichi para a severidade máxima na escala internacional, mesma atingida pelo desastre de Chernobyl, na antiga União Soviética.
De acordo com a Agência de Energia Nuclear Internacional, que ajudou a desenvolver a escala, o nível sete significa “vazamento de materiais radiativos com efeitos a saúde humana e ao meio ambiente que requerem medidas extensivas”. Além disso, novos tremores de terra próximos a usina, que já lançou 10% da radiação emitida por Chernobyl, têm dificultado o trabalho de conter o vazamento.
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Agenda
Pela manhã, o IBGE divulgou o resultado de fevereiro da sua Pesquisa Mensal do Comércio. Os dados mostram uma queda de 0,4% das vendas no varejo em relação ao resultado de janeiro, já com ajuste sazonal. Entretanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 8,2% no volume de vendas.
Estados Unidos
Na cena norte-americana, o déficit na balança comercial recuou no mês de fevereiro em relação a janeiro, mas ficou acima do teto estimado por analistas. Enquanto isso, os preços de produtos importados subiram 2,7% em março, contra 1,4% em fevereiro, por conta do aumento dos preços de alimentos e do petróleo, informou o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.
Além disso, o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 188,153 bilhões em março, de acordo com comunicado do Tesouro dos Estados Unidos divulgado nesta terça-feira. Este é o trigésimo mês consecutivo de saldo negativo do Treasury Budget.
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Dilma fala de juros
Durante visita oficial à China, a presidente Dilma Rousseff afirmou que pretende derrubar juros ao longo de seu governo. Para ela, só assim o Brasil terá juros compatíveis com a média internacional. Ainda assim, a presidente se adianta: “Não vou derrubar depois de amanhã. Estou dizendo que é num horizonte de quatro anos”.
Dólar
O dólar comercial voltou a subir nesta terça-feira. A moeda teve valorização de 0,76%, alcançando a cotação de R$ 1,593 na venda. A alta da divisa norte-americana veio em meio ao agravamento da crise nuclear japonesa, a divulgação de dados dos EUA e uma queda nas cotações do petróleo, eventos que trouxeram um dia negativo às bolsas.
Por aqui, o Banco Central voltou a intervir no mercado cambial, com dois leilões no mercado à vista. A primeira operação ocorreu entre às 12h07 e às 12h12, contando com taxa de corte de R$ 1,586, levemente abaixo aos R$ 1,5892 aceitos no segundo leilão da data, que teve início às 15h53 e término às 15h58.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em baixa. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,71%, 0,07 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve queda de 0,30% em relação ao fechamento anterior, a 134,15% do valor de face.
Em linha, o indicador de risco-País teve variação positiva de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.