Resumo Diário

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Pressionado pela forte queda das ações do setor imobiliário e da Petrobras, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (14) em baixa de 0,31%, aos 66.278 pontos, na sua quinta queda consecutiva. Assim, o principal índice de ações da bolsa brasileira acumula perdas de 4,19% nos pregões de 8 a 14 de abril.

O índice também sofreu influência do clima instável nos mercados de Wall Street e negativo na Europa, ambos pressionados pela desvalorização dos papéis do setor bancário. O mercado sentiu também o temor de que a China anuncie nesta noite, junto a importantes indicadores econômicos, novas medidas de restrição para tentar combater a inflação.

O setor imobiliário foi destaque entre as quedas do Ibovespa nesta quinta-feira, com os investidores avaliando as prévias operacionais divulgadas recentemente por algumas companhias do setor – que, contudo, foram no geral bem avaliadas por analistas. Estes papéis também costumam apresentar bastante volatilidade em decorrência do noticiário em torno das políticas de restrição de crédito e combate à inflação.

A Marfrig, que tem desafiado o momento ruim da bolsa e vem de somente uma queda nos últimos cinco pregões, voltou a aparecer entre os destaques positivos do dia. Outra ação a despontar na ponta compradora foi a ALL, respondendo a comentários positivos do Citi sobre esta ação.

Cenário Externo
Nos EUA, o volume de pedidos de auxílio desemprego na passagem semanal foi de 385 mil para 412 mil, decepcionando analistas que previam estabilidade. Por outro lado, o PPI, que denota o comportamento de preços para o produtor, indicou desaceleração na comparação entre fevereiro e março, para 0,7%, valor inferior às expectativas do mercado.

Além dos dados do mercado de trabalho, o setor bancário também pressionou o desempenho dos negócios em Wall Street, já que o Goldman Sachs recebeu um pedido de investigação do congresso norte-americano acerca de possíveis fraudes contra clientes envolvendo hipotecas que se distanciaram dos valores reais dos imóveis. Somado a isso, o Citibank e BofA foram acusados de unirem-se a bancos europeus para manipulação da libor.

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O mercado também ficou de olho na China, onde o editorial do jornal China Securities Journal alertou que as exigências de reserva de capital para os bancos deverão ser elevadas mais uma vez no curto prazo, enquanto uma televisão local divulgou que a inflação em março deve ser de 5,3% a 5,4% ao ano sobre o ano anterior. Assim, o combate à alta dos preços na segunda maior economia do mundo voltou a preocupar os investidores.

Agenda Doméstica
Por aqui, pesquisa da Anefac mostrou que os juros do cheque especial subiram em março e chegaram ao maior nível desde 2009. Além disso, a associação mostrou ainda que a taxa média de juros nos financiamentos para empresas atingiu 3,92% ao mês em março, índice 6 pontos-base maior que o registrado em fevereiro.

Por fim, a Fiesp divulgou que a indústria paulista abriu 16.500 postos de trabalho em março.

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Dólar
O dólar comercial registrou queda de 0,69% nesta quinta-feira, terminando o dia cotado a R$ 1,58 na venda. A tendência de desvalorização da moeda norte-americana não se restringiu somente ao real, já que a sessão foi também de alta das principais divisas globais de referências – como euro, libra esterlina, iene e franco suíço – frente ao dólar.

O Banco Central continuou com sua rotina de intervenção na moeda americana, comprando novamente dólares no mercado à vista, em duas operações. A primeira teve início às 12h26 e término às 12h31, contando com uma taxa de corte de R$ 1,5846. Já a segunda operação ocorreu entre às 15h52 e às 15h57, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,5803.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em maio de 2011, registrou uma taxa de 11,81%, estável em relação ao fechamento de quarta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve alta de 0,15% em relação ao fechamento anterior, a 134,55% do valor de face.

Em linha, o indicador de risco-País teve variação positiva de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 170 pontos.