Resumo Diário

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Invertendo a tendência negativa vista nos últimos cinco pregões, o Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira em alta de 0,61%, aos 66.684 pontos. Além do início de uma correção frente às fortes perdas na semana, o movimento positivo do índice ganhou impulso da forte alta das ações da Petrobras, que subiram mais de 2%. Assim, o giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,11 bilhões. Na semana, contudo, o índice teve baixa de 2,96%.

Após seguidas desvalorizações, entre os destaques de alta desta sessão ficaram os papéis da Petrobras. O avanço pode ser visto como um ajuste positivo frente ao desempenho recente da ações.

Quem também aparece entre as maiores altas do pregão é a ALL, estendendo os ganhos da véspera, quando este papel subiu mais de 3%. A maior alta do dia, a Lojas Renner, chega a seu quinto pregão seguido de ganho.

Vindo de somente uma queda em seis pregões, as ações ON da Marfrig fecharam no topo das maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira.

Economia brasileira
Internamente, o indicador Serasa Experian de Atividade Econômica revelou avanço de 0,7% em fevereiro de 2011 frente ao mês imediatamente anterior, já descontadas as influências sazonais. Em relação ao mesmo mês de 2010, houve crescimento de 6,5% no segundo mês de 2011.

Foi divulgado o IGP-10 que, apontando nova queda no ritmo inflacionário, registrou taxa de inflação de 0,56% em abril.

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Ainda por aqui, a CNI revisou alguns indicadores econômicos para este ano. As estimativas do crescimento do PIB e da produção industrial foram reduzidas, enquanto a projeção para a inflação foi elevada para 6%.

China e Estados Unidos
A agenda das duas maiores economias mundiais também foi movimentada nesta sexta-feira, sobretudo na China, onde foi registrado um crescimento de 9,7% da atividade no primeiro trimestre comparativamente com o mesmo período do ano passado.

Todavia, é a inflação que preocupa no gigante asiático, onde o índice oficial de preços ao consumidor atingiu 5,4% em março, superando as projeções dos analistas (5,2%), o que faz com que cresçam as expectativas de um aperto monetário mais forte no país, podendo diminuir a demanda da economia chinesa.

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Por sua vez, na maior economia mundial, os Estados Unidos, destaque para a confiança do consumidor medida pelo Michigan Sentiment, que surpreendeu positivamente. Ainda por lá, a produção industrial apresentou avanço de 0,8% em março, resultado superior às projeções do mercado.

Dólar
O dólar comercial voltou a registrar queda, a terceira consecutiva, desta vez de 0,13%, terminando o dia cotado a R$ 1,578 na venda. Apesar das três quedas seguidas, a moeda fecha a semana com leve valorização de 0,25%. Os investidores tiveram como influências a forte agenda econômica externa, que viu as duas principais economias mundiais divulgarem dados importantes.

Por aqui, o Banco Central manteve sua rotina de intervenção, ao comprar dólares no mercado à vista em duas operações: a primeira ocorreu entre às 12h04 (horário de Brasília) e às 12h09, com taxa de corte aceita em R$ 1,574. Já a segunda teve início às 15h34 e término às 15h39, com taxa de corte de R$ 1,5768.

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Nesta sexta-feira, repercutiu a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que o governo brasileiro continuará a tomar medidas para controlar o dólar e evitar a perda de competitividade dos produtos manufaturados nacionais. Em entrevista à Bloomberg em Washington, o ministro afirmou que “a interpretação de que estamos preocupados com a inflação e não com o câmbio está errada. Estamos preocupados com ambos”.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os contratos de vencimento mais próximo fecharam com taxas em alta, enquanto os vencimentos mais longos tiveram queda nas taxas. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,28%, 0,05 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior, a 134,67% do valor de face.

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Em linha, o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 170 pontos.