Resumo Diário

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A notícia de que a agência de classificação de risco S&P colocou o rating da dívida soberana norte-americana em perspectiva negativa derrubou os principais mercados internacionais nesta segunda-feira (18). Com os investidores avaliando o fato, o Ibovespa fechou em baixa de 1,90%, chegando aos 65.415 pontos. No intraday, o índice chegou a atingir a mínima de 65.158 pontos no meio da tarde, configurando uma expressiva queda de 2,29%.

O volume do pregão foi forte nesta sessão e chegou aos R$ 9,99 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre ações na BM&F Bovespa, que movimentou R$ 2,45 bilhões em abril.

A ação do Ibovespa de pior performance foi a OGX, que desaba após a empresa divulgar, na noite de sexta-feira, relatório com estimativa das suas reservas. As informações foram mal recebidas pelo mercado e levaram os bancos de investimentos Citigroup e BTG Pactual a cortar recomendação e preço-alvo para esta ação. O Morgan Stanley também cortou seu preço-alvo.

Além disso, com o petróleo em queda forte nos mercados internacionais, a Petrobras viu suas ações se desvalorizarem perto de 4%. Em relatório, o Citi recomendou que os investidores se aproveitassem da queda recente dos papéis para aumentar exposição.

Outras ações do grupo EBX a aparecerem entre as piores performances do Ibovespa são a MMX e a LLX.

Por outro lado, o melhor desempenho do Ibovespa ficou com a CPFL Energia, avançando quase 3,8%. A empresa informou mais cedo manter tratativas com a Ersa – Energias Renováveis para implementar uma associação no setor de energias renováveis, mas que estas não são conclusivas e que “quaisquer desdobramentos serão prontamente divulgados”.

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Noticiário externo
A maior referência externa veio dos Estados Unidos, após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s colocar o rating da dívida soberana do país em perspectiva negativa, embora tenha reafirmado a nota em AAA. A agência cita a decisão de manter nota máxima graças a “economia flexível a altamente diversificada do país”, mas afirmou que existe um risco material de que o país não consiga chegar a um acordo a respeito dos desafios de orçamento até 2013.

Já na segunda maior economia mundial, a China, destaque para a elevação do compulsório, realizado no final de semana, em 50 pontos-base, para 20,5%, o que já era esperado pelo mercado, uma vez que a atividade no país e a inflação superaram as expectativas na última semana.

A semana começou com forte queda do petróleo, em resposta a discursos de membros da OPEP afirmando que a produção atual do produto é suficiente para atender a demanda mundial e que a commodity atualmente é negociada com um prêmio entre US$ 15 e US$ 20 por barril.

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Brasil: inflação
No plano interno, o relatório Focus trouxe mais uma vez elevação na mediana das estimativas para o IPCA tanto deste mês como do acumulado do ano. Assim, a projeção do mercado, agora a 6,29% em 2011, cada vez mais se aproxima do teto da meta do governo.

A agenda interna também contou com a divulgação do IPC-S, indicador que quebrou uma sequência de cinco avanços seguidos na inflação medida.

Dólar
Interrompendo uma sequência de três quedas, o dólar comercial fechou esta segunda-feira em alta de 0,76%, cotado a R$ 1,59 na venda, refletindo a instabilidade vista no mercado, principalmente por conta da revisão negativa da perspectiva de rating dos EUA. No intraday, a moeda norte-americana chegou a subir 1,39%, atingindo a faixa de R$ 1,60.

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Por aqui, destaque para as intervenções do Banco Central no câmbio, através da compra de dólares no mercado à vista. A primeira, ocorrida entre às 12h04 e às 12h09 contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,5992. Já a segunda operação, que teve início às 16h00 e término às 16h05, teve uma taxa aceita em R$ 1,589.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 12,04%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve alta de 0,12% em relação ao fechamento anterior, a 134,83% do valor de face.

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Em linha, o indicador de risco-País teve variação positiva de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 177 pontos.