Resumo Diário

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Devolvendo parte das perdas da véspera, o Ibovespa fechou esta terça-feira em alta de 1,13%, aos 66.158 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 5,56 bilhões. O avanço da bolsa brasileira seguiu o clima positivo visto nos mercados de Wall Street e da Europa, que também se recuperaram das fortes baixas vistas na última sessão.

Vale ressaltar que esta terça-feira marca o primeiro dia da reunião do Copom. Esse encontro acontece em meio a um cenário de intensa pressão inflacionária na economia brasileira, e a expectativa é de que o Comitê decida promover um novo aumento da taxa básica de juro. Porém o tamanho desse aperto não é consensual, embora a maioria dos analistas aposte em 50 pontos-base.

Destaques do Pregão
Principal alta do Ibovespa, as ações da OGX Petróleo avançaram quase 4,9% nesta terça-feira. Na sessão da véspera, os papéis da companhia encerraram o pregão em forte baixa de 17,25%, repercutindo a decepção com o relatório de estimativas das reservas elaborado pela consultoria DeGolyer & MacNaughton e divulgado ao mercado na noite de sexta-feira. As ações da MMX, que também recuaram forte na véspera, subiram 2,87% nesta sessão.

As ações da Petrobras também se destacaram na ponta compradora. Os investidores repercutiram o anúncio da estatal referente ao início do TLD da área de Brava, sendo o terceiro reservatório a produzir petróleo no pré-sal da bacia de Campos. A petrolífera também anunciou ter concretizado a primeira exportação de petróleo retirado do pré-sal.

Por outro lado, o pior desempenho do Ibovespa ficou com a CPFL Energia, em movimento de correção ao forte ganho da véspera, quando as ações da companhia subiram quase 3,8% e lideraram os ganhos do índice no pregão.

Estados Unidos
Na cena norte-americana, os números do Goldman Sachs e do mercado imobiliário animaram os investidores. A começar pelo banco, que revelou queda menor que o esperado do lucro líquido, o que ajuda a favorecer os negócios.

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Já indicadores sobre o setor de construção civil em março superaram as expectativas do mercado. O Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 549 mil casas, superando os 520 mil imóveis esperados.

Enquanto isso, o Building Permits, que mensura o número de concessões de alvarás para a construção de novas casas, computou 594 mil permissões, alta em relação ao indicador de fevereiro, revisado para 534 mil.

Agenda interna
Na agenda interna, o investidor contou com novos dados sobre inflação, a começar pelo IPC-Fipe, que, na segunda quadrissemana deste mês, apontou novo aumento de inflação ao marcar taxa de 0,61%. Por outro lado, o IGP-M registrou inflação de 0,55% na segunda prévia de abril, taxa 0,04 ponto percentual menor do que a registrada no mesmo período do mês anterior.

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A agenda do dia também trouxe dados referentes ao mercado de trabalho interno no mês de março, com a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País permanecendo praticamente estável frente ao mês anterior, segundo o IBGE. O nível de desocupação ficou em 6,5% no mês em questão, ligeira alta de 0,1 ponto percentual frente a fevereiro e recuo de 1,1 ponto percentual frente a março de 2010, quando estava em 7,6%.

Dólar
O dólar comercial registrou queda de 0,88% em relação ao real nesta terça-feira, cotado a R$ 1,5760, refletindo a diminuição da aversão ao risco na data. Esse comportamento foi similar ao da divisa norte-americana em relação a algumas das principais moedas internacionais, como o euro, o iene e a libra esterlina, que também se apreciaram em relação ao dólar.

Por aqui, o Banco Central manteve sua tradição de compra de dólares no mercado à vista, com a realização de dois leilões. A primeira operação teve início às 12h34 (horário de Brasília) e término às 12h39, contando com uma taxa de corte aceita em R$ 1,5827, superior aos R$ 1,5754 aceitos na segunda operação, que ocorreu entre às 15h46 e 15h51.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em junho de 2011, registrou uma taxa de 11,95%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior, a 134,95% do valor de face.

Em linha, o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 177 pontos.