Resumo Diário

...

Publicidade

Assim como na véspera, o Ibovespa acompanhou nesta quarta-feira (20) o bom humor predominante nas bolsas internacionais e fechou o pregão em alta de 1,36%, indo para os 67.058 pontos, com giro financeiro de R$ 6,707 bilhões. Em uma semana mais curta, uma vez que não haverá negociações na BM&F Bovespa na quinta e na sexta-feira devido aos feriados de Tiradentes e Paixão, o índice somou ligeiro aumento de 0,56% entre as sessões de 18 a 20 de abril.

O mercado operou na espera pela decisão do Copom, que será conhecida nesta noite. Esse encontro acontece em meio a um cenário de intensa pressão inflacionária na economia brasileira, e a expectativa é de que o Comitê decida promover um novo aumento da taxa básica de juro. Porém o tamanho desse aperto não é consensual, com analistas divididos entre um ajuste de 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

Reforçando tais apostas, o IPCA-15 divulgado nesta quarta-feira marcou aumento no ritmo de elevação dos preços com inflação de 0,77% em abril, taxa 0,17 ponto percentual maior que a registrada em março, segundo dados publicados pelo IBGE.

Destaques do Pregão
A ação da OGX Petróleo voltou a encabeçar a ponta compradora do Ibovespa nesta quarta-feira, com alta de 5,57%. Na véspera, os papéis já haviam subido 4,86%, em um movimento de devolução da forte perda de mais de 17% vista no pregão de segunda-feira, quando os investidores avaliaram o relatório de estimativa de reservas divulgado pela petrolífera. A segunda maior alta do dia também é de uma empresa do grupo EBX: a LLX.

Por outro lado, as ações das empresas de telecomunicação tiveram forte desvalorização, com destaque para os papéis do grupo Oi. Na última terça-feira, Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel, pediu vistas do relatório sobre o Plano Geral de Metas de Universalização de serviço das concessionárias de telefonia fixa, alongando o prazo para definição em mais 60 dias.

Com isso, uma solução para o PGMU ficou no mínimo para o final deste semestre, quando o texto deve retornar à pauta da reunião do Conselho Diretor da Anatel.

Continua depois da publicidade

Fluxo Cambial
Por aqui, a quarta-feira contou com a divulgação do fluxo cambial acumulado nos primeiros 11 dias úteis de abril, que registrou resultado positivo em US$ 605 milhões, com o fluxo comercial marcando superávit de US$ 881 milhões e o fluxo financeiro, déficit de US$ 277 milhões.

O Banco Central informou ainda dados referentes às suas reservas internacionais, que contabilizavam US$ 324,009 bilhões até a última sexta-feira. Segundo a autoridade monetária, nos primeiros dias de abril, foram adquiridos US$ 4,574 bilhões no mercado cambial à vista e US$ 440 milhões no mercado a termo.

EUA
Em Wall Street, foram os resultados corporativos que puxaram as bolsas para cima, com destaque para os números da Intel, IBM e Yahoo!, todas superando as expectativas do mercado.

Continua depois da publicidade

Na agenda norte-americana, chamou atenção os números do Existing Home Sales, mostrando que o número de vendas de casas usadas nos EUA ficou acima das expectativas de analistas durante o mês de março, de acordo com os dados divulgados pela Associação de Corretoras de Imóveis do país.

Dólar
O dólar comercial voltou a registrar queda, desta vez de 0,32%, terminando o dia cotado a R$ 1,571, menor cotação desde 4 de agosto de 2008. A queda da divisa norte-americana não se deu apenas frente a moeda nacional, mas também contra as principais divisas mundiais.

Por aqui, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista para tentar conter a apreciação excessiva da moeda nacional, realizando duas operações. A primeira, ocorrida entre às 11h51 (horário de Brasília) e 11h56, teve taxa de corte aceita em R$ 1,5688. Já a segunda operação, que teve início às 15h58 e término às 16h03, contou com taxa de corte aceita em R$ 1,570.

Continua depois da publicidade

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em maio de 2011, registrou uma taxa de 11,92%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve queda de 0,06% em relação ao fechamento anterior, a 134,87% do valor de face.

Em linha, o indicador de risco-País teve variação negativa de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 175 pontos.