Resumo Diário

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Na contramão do bom humor visto nos mercados norte-americanos e europeus, o Ibovespa fechou esta quarta-feira em forte queda de 1,31%, voltando aos 66.264 pontos. Tendo operado no campo negativo praticamente todo o pregão, o índice chegou a cair 1,87% na mínima do intraday. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,70 bilhões.

A força vendedora ganhou força nesta quarta-feira diante da expectativa de que novas medidas macroprudenciais ainda podem ser anunciadas pelo governo como parte do combate à inflação. A Nota de Política Monetária revelou que o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,752 trilhão em março deste ano, o que representa um crescimento de 1,0% em relação ao apurado em fevereiro.

A decisão do Fomc sobre a política monetária dos Estados Unidos até trouxe certo alívio no mercado brasileiro, mas que perdeu força ao longo da tarde. A autoridade monetária norte-americana manteve a linguagem tanto em relação ao QE2 quanto à Fed Funds Rate, que seguirá em 0% a 0,25% ao ano.

O viés pessimista se agravou depois que o Fed elevou sua projeção para a inflação nos EUA e reduziu sua perspectiva de crescimento da economia para este ano, enquanto o presidente da autoridade monetária, Ben Bernanke, disse em coletiva que o PIB dos EUA no primeiro trimestre deve ser fraco, mas afastou a possibilidade de um QE3.

Destaques do Pregão
Entre os destaques negativos do Ibovespa, as ações da OGX Petroleo registram desvalorização de 5,53%. Outras duas empresas do grupo EBX, do megaempresário Eike Batista, também aparecem na ponta vendedora: PortX e LLX. A LLX informou que as obras no Complexo do Porto do Açu – que estavam paralisadas desde segunda-feira por causa de manifestações de trabalhadores rurais – seriam retomadas nesta manhã, o que efetivamente ocorreu.

Mas, quem dominou a ponta vendedora do índice nesta quarta-feira foi a Usiminas.

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Indicadores econômicos
Nos EUA, destacou-se também o avanço de 2,5% do Durable Good Orders – que mede o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana – no mês de março, superando as expectativas do mercado de alta de 1,8%.

Por aqui, o Banco Central divulgou o fluxo cambial acumulado nos primeiros 14 dias úteis de abril. O resultado foi positivo em US$ 133 milhões, com o fluxo comercial marcando superávit de US$ 573 milhões e o fluxo financeiro mostrando déficit de US$ 133 milhões.

A terceira prévia de abril do IPC-Fipe marcou taxa de 0,65%. Esse resultado é 0,28 ponto percentual maior que o do mesmo período de março, e foi impulsionado principalmente pelos preços dos alimentos e dos transportes.

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Já a confiança do consumidor recuou em abril, pela segunda vez seguida. Segundo dados do ICC, medido pela FGV, o recuo foi de 1,6% neste mês, após queda de 2% no mês passado.

Entre março e abril, o otimismo dos consumidores atingiu 118,2 pontos – o menor nível desde maio do ano passado, quando a confiança chegou a 116,8 pontos.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,45%, cotado a R$ 1,571, nesta quarta-feira. Essa apreciação da moeda norte-americana em relação à divisa nacional se deu em uma data em que a principal referência foi a decisão do Fed a respeito da política monetária do país.

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Por aqui, o Banco Central continuou com sua rotina de intervenções diárias, ao comprar dólares no mercado à vista duas vezes durante a jornada. A primeira operação teve início às 12h09 (horário de Brasília) e término às 12h14, com taxa de corte aceita em R$ 1,5696. Já a segunda operação ocorreu das 15h49 às 15h54, contando com uma taxa de corte de R$ 1,5715. Essas operações somam-se aos US$ 5,351 bilhões já adquiridos nesse tipo de operação até a última quarta-feira.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta, embora as taxas de vencimento mais longo tenham caído. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,69%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, ficou estável em relação ao fechamento anterior, a 135,01% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País teve variação negativa de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 175 pontos.